Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,52 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,43 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,12 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,04 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,52 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,53 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 157,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,69 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,69 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.462,05 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.361,39 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,58 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 163,44 / cx
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Pesquisa e Desenvolvimento

Pesquisa da Embrapa visa reduzir emissões na criação de Tilápias e promover sustentabilidade

Uma pesquisa inovadora conduzida pela Embrapa Agropecuária Oeste, em Dourados (MS), busca aumentar a eficiência das rações utilizadas na criação de tilápias, com o objetivo de reduzir sobras, o volume…
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Pesquisa da Embrapa visa reduzir emissões na criação de Tilápias e promover sustentabilidade

Uma pesquisa inovadora conduzida pela Embrapa Agropecuária Oeste, em Dourados (MS), busca aumentar a eficiência das rações utilizadas na criação de tilápias, com o objetivo de reduzir sobras, o volume de fezes e carcaças na água. Esses fatores estão diretamente ligados à emissão de gases de efeito estufa, como o metano, e à pegada ambiental da atividade, que representa 65% da produção da aquicultura no Brasil, conforme dados da Peixe BR.

Tarcila Souza de Castro Silva, zootecnista e pesquisadora da Embrapa, destaca que a equipe estuda há anos o manejo e a nutrição de peixes e agora trabalha para identificar a composição ideal de nutrientes que maximizem o aproveitamento pelos peixes. “Quanto mais sobras e fezes na água, maior a emissão de gases. O desafio é otimizar a alimentação com nutrientes adequados que melhorem o desempenho dos peixes e minimizem os resíduos”, explica Tarcila.

O agrônomo Luis Antonio Inoue, também da Embrapa, ressalta que cada quilo de ração fornecida aos peixes gera cerca de 240 gramas de fezes, contribuindo para a poluição da água. A pesquisa visa desenvolver uma ração mais eficiente, que possa ser sugerida às indústrias e produtores, mesmo que isso signifique um aumento de preço, considerando o benefício para a sustentabilidade da aquicultura.

A redução da pegada ambiental é vista como crucial para o futuro da exportação de tilápias, especialmente para mercados exigentes como o europeu e o norte-americano. “Sem sustentabilidade, não há futuro para o setor”, afirma Tarcila, destacando a importância de se antecipar às possíveis exigências internacionais.

Além da eficiência da ração, a equipe também estuda o aproveitamento dos resíduos dos peixes em sistemas de produção mais densos, como tanques elevados, para a produção de bioinsumos ou biogás. Esse conceito já é explorado na criação de suínos no Brasil e em projetos na Noruega e Alemanha, mas ainda é inexplorado na piscicultura brasileira.

Mato Grosso do Sul, que foi pioneiro na piscicultura com peixes nativos, hoje se destaca pela produção intensiva de tilápias em sistemas integrados. Contudo, o cultivo de peixes nativos, de maior valor de mercado e menor tecnologia, continua sendo uma prática entre agricultores familiares da região.

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