Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,20 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,33 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,88 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,85 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,07 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,61 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,67 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,62 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 156,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,02 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,35 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,34 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,33 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.512,00 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.380,03 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 162,17 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 136,40 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 146,43 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Exportação

Europa barra frango brasileiro

UE é acusada de impor barreiras à carne de frango do Brasil e subsidiar exportadores. País deve recorrer à OMC.

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Europa barra frango brasileiro

Na esteira da vitória contra os subsídios à produção de algodão dos Estados Unidos, o Brasil estuda abrir um novo contencioso na Organização Mundial do Comércio (OMC). O alvo é a União Europeia, acusada de impor barreiras à carne de frango brasileira e, ao mesmo tempo, subsidiar os exportadores. Na disputa estimada em US$ 1,1 bilhão, estaria em jogo a violação das regras de comércio. A indústria nacional alega concorrência desleal dos europeus em mercados de interesse do Brasil, como o Oriente Médio.

As barreiras técnicas começaram quando a União Europeia foi à OMC pedir a revisão das alíquotas de importação de frango. A ideia dos europeus é aumentar a tarifa para carne processada e, em compensação, definir o volume de cotas de acordo com a média das exportações dos últimos anos. Além disso, entra em vigor em maio de 2010 uma mudança nas regras de rotulagem.

A principal alteração é que os preparados de carne fresca não poderão mais ter como matéria-prima a carne congelada ou salgada. Pelos cálculos da Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frango (Abef), a revisão das alíquotas e a alteração na rotulagem podem significar a redução do comércio em até 200 mil toneladas. Em 2008, foram exportadas 526 mil toneladas de frango para os países do bloco. A entidade negocia para reverter esse quadro. “É possível resolver o problema pela via diplomática, mas vamos avaliar todas as possibilidades”, afirma o presidente da Abef, Francisco Turra.

Redução de tarifa média é uma das propostas – O diretor do Departamento Econômico do Itamaraty, ministro Carlos Márcio Cozendey, explica que a proposta da União Europeia impede a expansão das vendas. Por ano, o Brasil abate 520 milhões de aves que têm como destino o mercado europeu. “Na medida em que as taxas para exportar fora da cota são proibitivas, cerca de mil euros por tonelada, essa regra seria uma limitação ao comércio”, insiste Cozendey.

O embaixador da União Europeia no Brasil, João José Soares Pacheco, discorda da estimativa dos exportadores brasileiros sobre a queda no comércio. Segundo ele, o impacto seria inferior a 150 mil toneladas, e a intenção é unificar diferentes alíquotas de importação sem prejudicar os países exportadores. “O frango brasileiro vai encontrar outros mercados. Não vemos razão para a abertura de um painel na OMC”, defende Pacheco.

Na negociação, os brasileiros apresentaram duas alternativas aos europeus: diminuir a tarifa média para US$ 320 por tonelada ou aumentar o volume da cota de 640 mil para 806 mil toneladas. As tratativas ainda são incipientes, e não há data para uma resposta às propostas apresentadas pelo Brasil. Quanto a uma possível briga na OMC, tanto o Itamaraty quanto o setor produtivo estão cautelosos. “Há indícios jurídicos de violação dos compromissos, mas o setor produtivo precisa avaliar se vale a pena abrir um contencioso”, alerta um diplomata que participa das reuniões.

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