Recuperação da produção de carne no Extremo Oriente Russo: impactos e perspectivas

A região de Primorsk, no Extremo Oriente Russo, enfrenta desafios significativos no abastecimento de carne devido a surtos de peste suína africana (PSA) nos últimos anos. A situação levou a um déficit de carne suína e de aves, alterando a dinâmica dos preços e pressionando a indústria local.
Os surtos de PSA obrigaram o abate de 252 mil suínos em 2023, reduzindo a produção local pela metade. A escassez de carne suína fez com que o preço do frango, tradicionalmente mais acessível, se equiparasse ao da carne suína. Segundo Andrey Brontz, Ministro da Agricultura de Primorsk, essa elevação reflete a substituição de um tipo de carne por outro em resposta ao déficit.
A localização remota do Extremo Oriente Russo, a cerca de 7.000 km da parte europeia do país, agrava o problema. A região de Primorsk produz apenas 40% da demanda interna por aves, enquanto as regiões ocidentais, afetadas por surtos de gripe aviária, não conseguiram suprir a lacuna. Isso evidenciou a dependência de Primorsk em relação às importações internas e internacionais.
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Atualmente, apenas duas das seis fazendas de suínos de Primorsk estão operando. Contudo, um programa de revitalização já está em andamento, com previsão de retomada gradual das operações nas instalações fechadas. A produção de carne suína deve dobrar em 2025, atingindo 110 mil toneladas.
Antes da PSA, a região planejava exportar carne suína para Coreia do Sul, Vietnã e China. Com a recuperação da produção, esses planos devem ser retomados, marcando o início de uma nova fase econômica para o Extremo Oriente Russo.
A crise expôs a vulnerabilidade da região em termos de autossuficiência alimentar, mas também impulsionou esforços de reestruturação que podem transformar a indústria local em um futuro próximo.
Referências: Pig Progress





















