Saiba mais sobre a ordem de Trump e como ela afeta o acesso ao glifosato como questão de segurança nacional vital para os EUA.
Ordem de Trump trata acesso ao glifosato como questão de segurança nacional

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta semana uma ordem executiva que classifica o fornecimento de fósforo elementar e de herbicidas à base de glifosato como tema de segurança nacional. Segundo o governo, os dois insumos são essenciais para a “prontidão militar e força agrícola” do país.
Poderes delegados ao Departamento de Agricultura
A ordem delega ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a autoridade para exigir o cumprimento de contratos e encomendas desses materiais, além de editar ordens e regulamentos necessários para executar a medida. Em nota, a Casa Branca afirmou que a perda da produção nacional “prejudicaria cadeias de suprimentos essenciais”.
Importância estratégica dos insumos
O governo americano destaca que o fósforo elementar é utilizado em dispositivos de fumaça e iluminação e em outros componentes da indústria bélica. Já os herbicidas à base de glifosato são amplamente empregados na agricultura.
A Casa Branca ressalta que os EUA contam hoje com apenas um produtor nacional desses insumos, enquanto a demanda agrícola supera a oferta, forçando a importação de cerca de 6 mil toneladas de fósforo — cenário que, na avaliação do governo, coloca em risco a segurança alimentar e a defesa nacional.
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Contexto judicial do glifosato
A ordem executiva ocorre em meio a mais um capítulo da disputa judicial sobre os efeitos do glifosato na saúde humana. Nesta mesma semana, a Bayer, por meio de sua subsidiária Monsanto, propôs um acordo superior a US$ 7,2 bilhões para encerrar ações atuais e futuras relacionadas ao herbicida Roundup nos tribunais americanos.
A empresa também aguarda a revisão da Suprema Corte dos Estados Unidos no chamado caso Durnell, que envolve o mesmo produto.
Impactos para a agricultura
Na ordem, Trump argumenta que os herbicidas à base de glifosato são base da economia rural dos EUA, permitindo altas produtividades com baixos custos. Segundo o texto, qualquer restrição significativa ao acesso comprometeria a produtividade, aumentaria a pressão sobre o sistema alimentar e poderia gerar perdas econômicas relevantes aos agricultores.
Referência: Globo Rural




















