Reportagem de capa ouve pesquisadores da Embrapa, da USP e um especialista em tecnologia sobre o que já funciona, o que ainda é sonho e o que falta para as soluções chegarem ao produtor
Na SI: Falta de mão de obra acelera a busca por automação e IA nas granjas de suínos

O apagão de mão de obra virou tema obrigatório em eventos e palestras da suinocultura. Para o pesquisador Osmar Antonio Dalla Costa, da Embrapa Suínos e Aves, o diagnóstico já está feito, e a pergunta agora é outra: o que o setor está fazendo de diferente? A resposta dele é direta. “Eu só vejo um caminho: a gente tem que pensar na automação.”
A reportagem de capa da edição 332 da revista Suinocultura Industrial mostra por que o problema não deve se resolver sozinho, com granjas cada vez maiores, condições de trabalho que pouco mudaram em 20 anos e mais gente deixando o campo do que voltando. E apresenta as frentes em que a tecnologia já pode fazer diferença.
Do robô humanoide às câmeras inteligentes
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Dalla Costa defende um projeto ambicioso, em parceria público-privada, para desenvolver robôs que atuem na maternidade e no embarque de suínos. Ao mesmo tempo, aponta caminhos mais próximos, como a automação da ambiência, da alimentação por fase e da limpeza e desinfecção das instalações.
Nas universidades, a pesquisa já apresenta resultados. A engenheira de biossistemas Verônica Pacheco, da FZEA/USP, explica como imagens 3D, coloridas e térmicas, interpretadas por inteligência artificial, conseguem estimar o peso dos animais, avaliar comportamento e identificar estresse térmico. O desafio, segundo ela, é levar a precisão obtida em experimentos para a realidade da granja comercial. “É muito importante a gente desenvolver essas tecnologias em conjunto com os produtores”, afirma.
Automação não é robótica
O médico veterinário e empresário Leonardo Thielo De La Vega faz uma distinção importante: ligar um comedouro ou subir uma cortina por programação é automação, enquanto o robô de verdade combina mecânica com uma inteligência capaz de interpretar o ambiente. Ele conta como sua startup patenteou nos Estados Unidos uma tecnologia de visão computacional que identifica mudanças de comportamento dos suínos antes que a doença apareça, e por que um algoritmo criado para granjas americanas “ficou perdido” ao chegar a uma instalação brasileira.
A reportagem traz ainda um box sobre a densidade robótica no mundo, com dados da Federação Internacional de Robótica que mostram por que o país com o maior parque de robôs industriais não é o mais robotizado.
Leia a reportagem completa na edição 332 da revista Suinocultura Industrial.
Da Redação
























