Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,77 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,82 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,88 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.489,65 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
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Grupo Macri abre mão do controle da Chapecó

Esse é o primeiro passo para a implementação do plano de capitalização da empresa, que prevê a saída do grupo argentino do controle e a transformação dos 15 credores em acionistas.

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Da Redação 18/12/2002 – O presidente do grupo Macri, Francisco Macri, controlador da Chapecó, assinou na última sexta-feira um documento em que se compromete a abrir mão do controle do frigorífico. Esse é o primeiro passo para a implementação do plano de capitalização da empresa, que prevê a saída do grupo argentino do controle e a transformação dos 15 credores em acionistas. Atualmente, o grupo Macri tem 65% das ações e o BNDES, 30%. O restante são ações em bolsa.

De acordo com fontes próximas às negociações, pelo compromisso assinado por Macri, o grupo argentino poderia sair totalmente da Chapecó ou então se tornar acionista minoritário.

O “memorando de entendimentos” assinado define ainda que o conselho de administração da Chapecó deverá ser composto apenas por pessoas que não tenham ligação com o grupo argentino e com os credores.

Hoje, fazem parte do conselho Alex Fontana, diretor-presidente da Chapecó, Roberto Maffioli, gerente-geral da Socma Americana S/A, e Ivan Santos de Nadai, controller do Grupo Socma no Brasil para a Área de Alimentos. A Socma pertence ao grupo argentino.

Apesar de ocupar o posto de diretor-presidente, Fontana poderá continuar no conselho por “ser um profissional gabaritado e comprometido com a Chapecó”, afirmou uma fonte que acompanha as negociações. Procurado pelo Valor, Fontana não respondeu as ligações. A mudança no conselho seria uma forma de evitar um eventual pedido de concordata por parte da Chapecó, cuja dívida de longo prazo é de US$ 134 milhões. A aprovação de um pedido como esse depende do conselho.

A expectativa de fontes ligadas ao negócio é que o acordo entre o grupo Macri e os credores seja formalizado no início de 2003. Os credores, segundo uma das fontes, são favoráveis ao plano desenhado pelos bancos Fator e ABN Amro, cujo objetivo é recuperar o crédito e equilibrar o patrimônio da Chapecó. Os bancos finalizam as projeções sobre a empresa capitalizada.

Com a implantação do plano, que prevê a conversão das dívidas de longo prazo em ações, a participação do BNDES na Chapecó deve crescer para 35% pois o banco é um dos principais credores.

Com o compromisso de Macri de deixar o controle da Chapecó, a expectativa é que o Banrisul libere crédito para empresa retomar o abate no frigorífico de Santa Rosa (RS), fechado desde novembro. O Banrisul informou que avaliará ainda esta semana o pedido de recursos para o frigorífico gaúcho.

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