Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,77 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,82 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,88 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 143,59 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,01 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,78 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,79 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,76 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.489,65 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.358,79 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 151,17 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,05 / cx
Destaque Todas Páginas

Crise da Chapecó abala famílias

Comunidade que cresceu em torno da empresa de Xaxim se desestrutura sem o trabalho.

Compartilhar essa notícia

Da Redação 20/10/2003 -03h00 – Imagine acordar e estar desempregado. Virar para o lado e ver a mulher, também desempregada. Lembrar de seus irmãos, que estão na mesma situação. Sobra o pai, aposentado, e o sogro, que era avicultor, mas está parado.

Essa é a realidade de Arlindo Skrzypzak – que trabalhou durante 21 anos na agroindústria de Xaxim – e de muitas outras famílias do Oeste catarinense atingidas pela crise da Chapecó Alimentos. Arlindo era funcionário da empresa desde os 14 anos. Foi na Chapecó que ele cresceu, fez amigos e construíu uma carreira até o cargo de auxiliar de inspeção.

Sua jornada na empresa começava às 14h, e se estendia até meia-noite ou uma hora da madrugada. Recentemente, sua mulher, Júlia, tinha começado a trabalhar no mesmo setor, depois de 3,5 anos na empresa.

Estabilidade dá lugar à incerteza

Júlia disse que acordava e fazia rapidamente o serviço da casa e o almoço, para ir trabalhar. Mas há cinco meses, a rotina do casal mudou. Sem perspectivas, eles não têm pressa. A estabilidade deu lugar à incerteza. “A gente fica inseguro, será que a empresa vai voltar, será que vão nos chamar de novo?”, questiona Arlindo.

Para ocupar o tempo, ele vai ajudar o sogro a plantar milho e eucalipto na chácara. Júlia aprendeu a fazer crochê para passar o tempo. Cansada de esperar em casa por uma solução, ela sente falta da antiga rotina e dos colegas de trabalho.

Até das conversas da vizinhança ela está cansada. “O único assunto é a crise da empresa”, lamenta. Resta ao casal esperar e olhar para as medalhas penduradas na parede que lembram os bons tempos de empresa. “A gente era como uma família, era muito bom trabalhar lá”, diz Arlindo.
 

Assuntos Relacionados agroindústria
Mais lidas

Relacionados

AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329
AI – 1343