Ministério da Agricultura afirma que crise teve menos efeito do que o esperado.
Agronegócio tem boas perspectivas
Os efeitos da crise financeira internacional para o agronegócio brasileiro podem não ter a intensidade que se esperava. A opinião é do diretor de Assuntos Comerciais da Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Benedito Rosa do Espírito Santo.
Segundo o diretor, os preços do agronegócio vêm crescendo desde o início do ano e ao longo do 1º trimestre, muitos deles praticamente alcançaram os patamares históricos. Ele cita o caso do açúcar e da soja, cujo faturamento com as exportações em março passado equiparou-se ao do mesmo período de 2008.
OMC
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Para Benedito Rosa, as conquistas do País no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC) têm sido importantes para a consolidação de sua posição no mercado internacional.
“É preciso que não se confunda o fracasso de algumas rodadas de negociação com a própria importância da OMC”, alerta Benedito Rosa.
O diretor de Assuntos Comerciais do Ministério da Agricultura lembra, por exemplo, as vantagens obtidas pela Brasil com a adesão da Bulgária e da Romênia à União Européia e consequente aumento do imposto de importação. Pelas normas da OMC, para compensar eventuais perdas para o Brasil, aqueles mercados abriram cotas adicionais para exportação para aqueles mercados de 5 mil toneladas de carne bovina (Cota Hilton), 1,3 mil toneladas de carne de frango, e 1,3 mil toneladas de carne de peru.
Da mesma forma, para que pudesse alterar tarifas de importação consolidadas na OMC, fez acordo com o Brasil em outubro de 2006, abrindo cotas para o Brasil com tarifas privilegiadas.
Foram 170,8 mil toneladas de frango salgado com tarifa de 15,4%, 79,47 mil toneladas de frango processado a 8%, e 92,3 mil toneladas de peru processado a 8,5%.
A tarifa por tonelada extra-cota para tais produtos eram, respectivamente, 1.3 mil euros, 1,02 mil euros e 1,02 mil euros, segundo o ministério.





















