Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,96 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,06 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,56 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,20 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 153,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 151,91 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,95 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,11 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,42 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,92 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.348,29 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,43 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,19 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 150,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,72 / cx
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Exportação

Barreiras sanitárias detêm embarques de carne suína

Brasil poderia triplicar as exportações de carne suína até 2015 se as barreiras sanitárias contra o produto nacional fossem gradualmente desmanteladas. “A derrubada de barreiras sanitárias é mais importante do que corte de tarifas na Rodada Doha”, diz presidente da Abipecs.

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O Brasil poderia triplicar as exportações de carne suína até 2015 se as barreiras sanitárias contra o produto nacional fossem gradualmente desmanteladas. As exportações alcançam este ano US$ 1,2 bilhão. O total estimado em 2015 é de vendas de 1,920 milhão de toneladas, levando o Brasil a abocanhar 35% do mercado mundial, num salto em relação aos 11% atuais.

A estimativa foi apresentada ontem por Pedro de Carmargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), em entrevista à imprensa internacional, à margem de uma reunião na Organização Mundial do Comércio (OMC).

“A derrubada de barreiras sanitárias é mais importante do que corte de tarifas na Rodada Doha”, disse ele, conclamando o governo brasileiro a ser mais incisivo no combate a novas medidas protecionistas no comércio agrícola internacional e a OMC a estabelecer claros limites no tempo para se resolver problemas envolvendo barreiras sanitárias e fitossanitárias.

Barreiras desse tipo são justificadas pelas regras da OMC para proteger a saúde humana, vegetal e animal. Mas Camargo Neto avalia que o Brasil não tem acesso a muitos mercados por causa de medidas impostas sem embasamento científico sobre eventuais riscos.

A dificuldade de acesso é quase generalizada. Os EUA enviaram uma missão veterinária a Santa Catarina em abril de 2008, fizeram um relatório positivo e abriram uma consulta pública para depois decidir se permitirão a importação de carne suína brasileira. A União Europeia enviará uma missão ao Brasil no próximo mês, mas para exportar para a Europa os produtores devem seguir “as exigências impostas pela ciência europeia, ponto final”.

A Coreia do Sul, terceiro maior importador de carne suína do mundo, começou lentamente a discutir com o Brasil, num progresso em relação a anos anteriores, quando não queria nem falar na possibilidade de importação do produto brasileiro.

O México, o quarto maior mercado, tem ainda mais dificuldades para discutir essa questão com o Brasil. Depois de pressões diplomáticas, os mexicanos aceitaram uma discussão técnica em julho na Cidade do México. “Foi só um encontro, nenhum progresso”, afirmou o executivo. Nessa morosidade, o mercado fica fechado. Esses exemplos serão apresentados hoje por Carmargo Neto num debate na OMC.

Para Antonio Donizeti Beraldo, diretor de Políticas e Comércio do Instituto Intermaericano de Cooperação para a Agricultura, com sede na Costa Rica, outro desafio é a volta da questão da multifuncionalidade, com setores protecionistas argumentando com a necessidade de segurança alimentar, bem-estar animal etc. “Isso tudo parece estar voltando com força, mas não vejo oposição entre abertura comercial e segurança alimentar”, afirmou.

O especialista Saulo Nogueira, do instituto Icone, nota que o comércio agrícola com a União Europeia tem como principal obstáculo justamente medidas sanitárias e fitossanitárias.

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