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Apagões prejudicam avicultura catarinense

Altas temperaturas e quedas de energia trazem prejuízos para avicultores catarinenses. Faesc avalia que cerca de 600 mil frangos tenham morrido nos últimos dias.

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Apagões prejudicam avicultura catarinense

A onda de calor que vem afligindo vários Estados brasileiros está causando prejuízos ainda incalculáveis para um dos principais setores da economia de Santa Catarina: a avicultura. A previsão da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) é que cerca de 600 mil frangos tenham morrido, nos últimos dias, em decorrência das altas temperaturas que provocaram vários apagões como corte de energia em várias regiões.

“Temos relatos de avicultores de dezenas de municípios que ficaram sem energia elétrica, o que interrompeu o sistema de refrigeração/ventilação dos aviários. Com temperaturas que ficaram acima dos 40° em média dentro dos aviários, a consequência foi a mortalidade de milhares de aves. Se fizermos uma cálculo básico (um quilo por ave, multiplicado por R$ 2,00 o quilo) teremos um número inicial de R$ 1,2 milhão de reais em prejuízos”, calcula o vice-presidente da Faesc, Enori Barbieri.

Mas o problema é ainda mais complexo segundo o líder agrícola. “A cadeia avícola possui um planejamento onde cada empresa tem uma política de comercialização. Se a empresa tinha, por exemplo, contrato fechado de exportação de um número “x” de toneladas, certamente irá faltar frango para cumprir com esse contrato. E assim, futuras negociações ficam prejudicadas também”, explica.

A Faesc acredita que as empresas de fornecimento de energia terão que ressarcir os prejuízos já que o abastecimento foi interrompido.

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