Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↑ R$ 67,35 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,31 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,75 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,55 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,78 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,72 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,73 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↑ R$ 144,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 152,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 163,60 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 145,83 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,38 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.562,68 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.468,08 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,63 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,46 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 158,66 / cx
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Consumo

O poder do frango

No Brasil, entre 1983 e 2009, o consumo de carne de frango cresceu mais de 300%, enquanto o de carne bovina recuou e o de carne suína aumentou de forma bem modesta. Estudo da FAO e da OCDE aponta que, na próxima década, o consumo de carne de frango no mundo vai crescer à taxa de 2,8% ao ano, mais do que todas as outras carnes.

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O consumo mundial de carne de frango vem registrando robusto crescimento nos últimos 40 anos. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o consumo mundial per capita de carne de frango cresceu de aproximadamente 2 quilos por pessoa por ano em 1970 para mais de 10,5 quilos em 2009.

No Brasil, entre 1983 e 2009, esse consumo cresceu mais de 300%, enquanto o de carne bovina recuou e o de carne suína aumentou de forma bem modesta.

Em países com tradição em carne bovina, como a Argentina, por exemplo, o consumo per capita de carne de frango já se aproxima dos 35 quilos por pessoa por ano.

O fenômeno tem diversas explicações, mas seguramente o fator preço é o mais importante. Além de o custo dessa proteína ser baixo, o ciclo produtivo da carne de frango é curto, permitindo rápidos ajustes da oferta e impedindo explosões de preço.

O que se observa é que, quando o consumidor é induzido a procurar outras fontes proteicas, ele nem sempre volta à original, mesmo passado o pico de preços.

E o diferencial de preços entre a carne de frango e o de outras carnes, devido a exigências ambientais crescentes e a padrões sanitários mais rígidos, deve aumentar ainda mais.

Também contribui para esse acelerado crescimento de consumo a imagem de produto mais saudável, mesmo que se lancem algumas dúvidas a respeito.

O aumento da renda dos estratos populacionais de mais baixo poder aquisitivo é outro fator que beneficia o consumo da carne de frango em particular.

É que, quando isso ocorre, esses estratos populacionais deixam o subconsumo para passar a consumir uma proteína de alta qualidade e de baixo custo, como é o caso da carne de frango.

A carne suína que, no caso, poderia ser opção, sofre com os preconceitos quanto a sua “saudabilidade” e com as limitações de consumo impostas por questões culturais em alguns países.

Para o Brasil, que é o maior exportador mundial de carne de frango e um dos mais eficientes produtores da proteína, o crescimento do consumo mundial do produto, que tende a se acelerar nos próximos anos, é benéfico.

Segundo estudos da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) e da OCDE, na próxima década o consumo de carne de frango no mundo vai crescer à taxa de 2,8% ao ano, mais do que todas as outras carnes.

Essa será a continuidade de uma grande oportunidade, que, registre-se, vem sendo muito bem aproveitada, para expandir ainda mais uma atividade do agronegócio que gera muitos empregos diretos e indiretos e efeitos paralelos altamente positivos em outras cadeias produtivas, de grande importância econômica, como são especialmente as de soja e do milho.

JOSÉ VICENTE FERRAZ é engenheiro agrônomo e diretor técnico da AgraFNP.

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