Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,96 / kg
Soja - Indicador PR R$ 153,06 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,02 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,56 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,54 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,20 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 153,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 151,91 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 133,95 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 146,11 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,42 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,39 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,92 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.348,29 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,43 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,19 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 150,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,72 / cx
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Consumo

O poder do frango

No Brasil, entre 1983 e 2009, o consumo de carne de frango cresceu mais de 300%, enquanto o de carne bovina recuou e o de carne suína aumentou de forma bem modesta. Estudo da FAO e da OCDE aponta que, na próxima década, o consumo de carne de frango no mundo vai crescer à taxa de 2,8% ao ano, mais do que todas as outras carnes.

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O consumo mundial de carne de frango vem registrando robusto crescimento nos últimos 40 anos. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o consumo mundial per capita de carne de frango cresceu de aproximadamente 2 quilos por pessoa por ano em 1970 para mais de 10,5 quilos em 2009.

No Brasil, entre 1983 e 2009, esse consumo cresceu mais de 300%, enquanto o de carne bovina recuou e o de carne suína aumentou de forma bem modesta.

Em países com tradição em carne bovina, como a Argentina, por exemplo, o consumo per capita de carne de frango já se aproxima dos 35 quilos por pessoa por ano.

O fenômeno tem diversas explicações, mas seguramente o fator preço é o mais importante. Além de o custo dessa proteína ser baixo, o ciclo produtivo da carne de frango é curto, permitindo rápidos ajustes da oferta e impedindo explosões de preço.

O que se observa é que, quando o consumidor é induzido a procurar outras fontes proteicas, ele nem sempre volta à original, mesmo passado o pico de preços.

E o diferencial de preços entre a carne de frango e o de outras carnes, devido a exigências ambientais crescentes e a padrões sanitários mais rígidos, deve aumentar ainda mais.

Também contribui para esse acelerado crescimento de consumo a imagem de produto mais saudável, mesmo que se lancem algumas dúvidas a respeito.

O aumento da renda dos estratos populacionais de mais baixo poder aquisitivo é outro fator que beneficia o consumo da carne de frango em particular.

É que, quando isso ocorre, esses estratos populacionais deixam o subconsumo para passar a consumir uma proteína de alta qualidade e de baixo custo, como é o caso da carne de frango.

A carne suína que, no caso, poderia ser opção, sofre com os preconceitos quanto a sua “saudabilidade” e com as limitações de consumo impostas por questões culturais em alguns países.

Para o Brasil, que é o maior exportador mundial de carne de frango e um dos mais eficientes produtores da proteína, o crescimento do consumo mundial do produto, que tende a se acelerar nos próximos anos, é benéfico.

Segundo estudos da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação) e da OCDE, na próxima década o consumo de carne de frango no mundo vai crescer à taxa de 2,8% ao ano, mais do que todas as outras carnes.

Essa será a continuidade de uma grande oportunidade, que, registre-se, vem sendo muito bem aproveitada, para expandir ainda mais uma atividade do agronegócio que gera muitos empregos diretos e indiretos e efeitos paralelos altamente positivos em outras cadeias produtivas, de grande importância econômica, como são especialmente as de soja e do milho.

JOSÉ VICENTE FERRAZ é engenheiro agrônomo e diretor técnico da AgraFNP.

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