JBS cogita “fusão reversa” das unidades da empresa nos EUA, a JBS USA e a Pilgrim’s Pride. BNDES teria participação menor na empresa.
“Fusão reversa”
O presidente da JBS, Joesley Batista, disse que é “possível” a fusão reversa das unidades da empresa nos Estados Unidos, a JBS USA e a Pilgrim’s Pride, que tem ações negociadas em Bolsa.
Segundo ele, a JBS pode considerar fazer da Pilgrim’s a holding das operações nos EUA, absorvendo a JBS USA.
Se a Pilgrim’s se juntasse à JBS USA, esta passaria a ter capital aberto, o que resolveria o problema da conversão das debêntures (parte do acordo com o BNDES).
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Mas Batista ressaltou que isso não está em andamento, sendo por ora apenas algo sugerido por analistas.
Pelo acordo com o BNDES, que se comprometeu a investir US$ 2 bilhões na empresa por meio da subscrição de debêntures conversíveis em ações da JBS USA, o frigorífico terá que pagar US$ 300 milhões ao banco se a abertura do capital (IPO) não for feita até o fim deste ano.
O presidente da JBS disse ontem, porém, que, mesmo com a possibilidade de multa, pode ser vantajoso realizar o IPO da unidade dos EUA só em 2011, quando a companhia tiver resultados melhores que os atuais.
A agência Bloomberg afirmou em julho que a JBS estuda essa operação para impedir que o BNDES aumente a sua participação na empresa.
Também ontem, a rival Marfrig disse que teve lucro de R$ 127,4 milhões de abril a junho, 206% mais que nos três meses anteriores, quando ganhou R$ 41,7 milhões.





















