Big Data é apontado por especialistas de todo o mundo como a próxima revolução na agricultura.
A próxima revolução na agricultura já começou: Big Data
Assim como a industrialização, a revolução verde e a biotecnologia – o Big Data é apontado por especialistas de todo o mundo como a próxima revolução na agricultura. Encontrar, analisar e saber utilizar a imensa quantidade de dados que a moderna tecnologia possibilita processar é agora o novo desafio da atividade mais primordial da humanidade.
A tendência não passa despercebida pelo mercado. Há dois anos, houve surpresa quando a multinacional Monsanto adquiriu “The Climate Corporation”, sediada em São Francisco (EUA). Fundada em 2006, a empresa se especializou na utilização do Big Data para agricultura de precisão, otimização de fertilizantes, sementes, pesticidas, terra e água.
“Temos saltos quânticos. Este vai ser conduzido pela digitalização da agricultura. Somos capazes de monitorar com mais precisão, por meio de tecnologia digital, o que está acontecendo no campo. Portanto, somos capazes de executar com precisão e otimizar decisões, aplicações e investimentos. Pela tecnologia é que vamos resolver todos os grandes problemas que temos de enfrentar. Tem sido assim desde o alvorecer da civilização”, defende o fundador da “Climate Corporation”, David Friedberg.
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O presidente da Monsanto do Brasil, Rodrigo Santos, afirma que o Big Data vai elevar a produtividade da área plantada: “Algoritmos e redes neurais trarão ao produtor a melhor escolha para cada uma das questões que ele precisa lidar para aproveitar cada metro quadrado e maximizar a produção. A revolução por meio do Big Data levará o País a manter essa posição nos próximos 20/30 anos, ofertando o alimento que o mundo está a exigir”, disse ele no 14º Congresso Brasileiro do Agronegócio.
Após a negativa da incorporação da Syngenta, a Monsanto aproveitou o momento para propor aos seus acionistas o Big Data como sua nova visão corporativa. “Nós nos transformamos de uma indústria química em uma empresa de biotecnologia, e em seguida em uma empresa de sementes. Agora, estamos nos transformando novamente”, anuncia CTO da empresa (Chief Technology Officer), Robert T. Fraley.
Ele conta que já se reuniu com cerca de 200 startups de tecnologia nos últimos meses e identificou cinco potenciais alvos de aquisição – que permanecem estrategicamente confidenciais. Confirma, porém, que a Monsanto segue buscando serviços, softwares e ferramentas de hardware que utilizem dados para ajudar os agricultores a aumentar os seus rendimentos.





















