Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,73 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 151,89 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 157,42 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 10,23 / kg
Suíno - Estadual SP ↓ R$ 6,90 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↓ R$ 5,86 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,99 / kg
Suíno - Estadual RS ↓ R$ 5,91 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 129,18 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 129,26 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 142,29 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 139,61 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 121,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 132,81 / cx
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,24 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,26 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.571,30 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.500,74 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,87 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,79 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 136,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 150,17 / cx
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Comentário

A mulher no agronegócio

Por José Zeferino Pedrozo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)

É notório que, nas últimas décadas, ocorreu uma crescente participação feminina nas atividades econômicas e profissionais, nas entidades associativistas e nas organizações de intermediação social. A mulher tornou-se agente de mudanças e transformações. No campo, essa situação também é visível. A participação de mulheres como responsáveis pelos estabelecimentos rurais cresceu no País, segundo conclusões preliminares do Censo Agropecuário 2017: a direção de 18,6% dos estabelecimentos rurais estava nas mãos exclusivamente de mulheres entre 2016 e 2017. Houve evolução, pois, em 2006, o número de estabelecimentos chefiados somente por mulheres representava 12,7% do total. A participação delas na direção dos estabelecimentos rurais (18,6%), quando adicionada às mulheres que administram os estabelecimentos junto aos seus esposos (16,4%), faz com que o percentual de dirigentes do sexo feminino no agronegócio atinja a expressivos 35%.

No contrafluxo desse movimento, Santa Catarina registrou o menor percentual de propriedades gerenciadas por mulheres (10,2%). Mas isso está mudando, porque é visível que os Sindicatos, as Cooperativas, os clubes, as escolas, as associações em geral – sejam de natureza econômica, laboral, cultural ou política – estão se tornando ambientes da presença atuante da mulher. Esse fenômeno também se verifica nas instituições do universo rural. Em assembleias de cooperativas agropecuárias e de Sindicatos de empregadores ou de trabalhadores rurais festeja-se a onipresente participação feminina. As mudanças no meio rural são mais lentas e os papéis sociais exercidos pelo homem e pela mulher, definidos por costumes mais rígidos. Para vencer a inércia e o preconceito de uma estrutura patriarcal, a mulher rural superou obstáculos maiores que a urbana. Sua postura mudou: hoje ela divide a chefia da família com o marido, quando ela mesma  não assume sozinha esta função.

A busca por aperfeiçoamento por parte delas é muito grande. Nos cursos  realizados pelos sindicatos Rurais em convênio com o SENAR a participação da mulher é muito maior, frequentemente ultrapassando os 50%. Por isso, muitas mulheres acreditam que seu maior desafio é fazer com que o homem não fique para trás nesta evolução, em face da proverbial dificuldade de conscientização masculina da importância da busca do conhecimento e do aperfeiçoamento.

Outro fator importante é a capacidade de agregação e conciliação da mulher. Quando focalizamos a propriedade rural e principalmente a pequena propriedade, que é basicamente familiar, o grande desafio está em resolver os conflitos que existem entre as gerações, pois normalmente os filhos são inovadores e revolucionários e os pais são conservadores e centralizadores.

É reconhecida a eficiência que ela ostenta na propriedade rural, onde passou a interessar-se pela contabilidade de custos e resultados, pela questão previdenciária, pelos investimentos e pela viabilidade econômica. No plano social, comprova-se, hodiernamente, que  a mulher agregou qualidade e dinamismo às instituições as quais passou a participar. Sua presença contribuiu para harmonizar as diferenças, atenuar as tensões, fortalecer os pontos de convergência e realçar os interesses comuns.

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