Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,51 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,90 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,44 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,33 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,92 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,10 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,47 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,53 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,57 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,03 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,62 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,33 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.504,29 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.357,21 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Comentário

Sustentabilidade

Por José Zeferino Pedrozo, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC (Faesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar/SC)

Sustentabilidade

As cadeias produtivas da carne, em Santa Catarina, são extremamente avançadas, respeitam e protegem os recursos naturais. A produção a campo é de alta sustentabilidade e obedece a todos os preceitos da legislação ambiental. A produção pelo sistema de integração assegura estabilidade à família rural. As unidades de abate e processamento de aves e suínos operam com sistemas de tratamento de efluentes e não geram resíduos contaminantes. A tecnologia empregada nas empresas catarinenses (no campo e nas unidades fabris) é a mesma das indústrias de processamento de carne dos países mais avançados.

A legislação ambiental é integralmente respeitada pelos produtores rurais e pelas indústrias de carne suína e de aves para evitar danos ao ambiente durante o processo de produção. A indústria trabalha com produtos, co-produtos e subprodutos. Todos eles possuem utilidade no processo produtivo e têm o seu valor comercial relativo, ou seja, procuramos aproveitar tudo o que é gerado na produção.

A sustentabilidade tornou-se um caminho sem volta para os criadores e as indústrias em favor de uma gestão mais responsável. A agroindústria já incorporou os aspectos de sustentabilidade e caminha muito próxima a comunidade local, onde está situada. Cada vez mais a sociedade está alerta para a gestão responsável e nos cobra ações sustentáveis. Os chamados “stakeholders” – sociedade, acionistas, investidores, fornecedores, clientes, consumidores, ONGs, Universidades – participam de forma ativa e influenciam diretamente a gestão da cadeia produtiva.

Na realidade o setor por si próprio tem aspectos importantes de sustentabilidade. Basta analisar o índice de desenvolvimento humano (IDH) nos municípios que possuem agroindústria e sistemas de integração. São superiores a média brasileira. O sistema oportuniza que empresários rurais de todos os portes, possam exercer sua vocação, agregando valor à cadeia produtiva, convertendo a proteína vegetal em proteína animal. A agroindústria traz tecnologias de ponta – desde a genética, alimentação animal e assistência técnica, colaborando com uma produção cada vez mais sustentável, ou seja, maximizando os recursos usados e produzindo cada vez mais. Produtores rurais e indústrias, na condição de principais elos, apoiam a cadeia produtiva na busca de soluções inteligentes, visando o cumprimento da legislação. A sustentabilidade é uma jornada sem volta e sempre há espaço para a introdução de  melhorias.

Em artigo anterior destaquei, com entusiasmo, o surgimento do Licenciamento por Adesão e Compromisso (LAC), uma inovação prevista na Resolução Consema nº 98 de 2017. O LAC será efetuado em meio eletrônico, em uma única etapa, através de declaração de adesão e compromisso do empreendedor, mediante critérios e condições estabelecidas pelo órgão ambiental licenciador, no caso o Instituto do Meio Ambiente (IMA). Infelizmente, já há manifestações contrárias, mas, o fato é que em médio prazo, o LAC beneficiará diretamente a cadeia produtiva da carne – especialmente a de aves e de suínos – que representa um importantíssimo segmento da economia brasileira e catarinense, em termos de produção sustentável de riquezas, geração de empregos e contribuição tributária.

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