Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,51 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,90 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,44 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,33 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,92 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,10 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,47 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,53 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,57 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,03 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,62 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,33 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.504,29 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.357,21 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Sanidade

Livre de vacinação contra aftosa, PR quer triplicar exportações de carne suína

Desde 2006, o estado não tem incidência do vírus causador da febre aftosa em seus plantéis

Livre de vacinação contra aftosa, PR quer triplicar exportações de carne suína

O reconhecimento do Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação pode impulsionar as exportações de carne suína pelo estado. Na opinião do vice-presidente do Programa Oeste em Desenvolvimento, Elias Zydek, o novo status sanitário deve permitir que o Paraná consiga triplicar as exportações dessa proteína. “Seremos a redenção da suinocultura nacional”, disse ele, durante encontro com empresários em evento da Coordenadoria das Associações Comerciais do Oeste do Paraná (Caciopar), em Nova Santa Rosa.

Desde 2006, o estado não tem incidência do vírus causador da febre aftosa em seus plantéis. Um rigoroso cronograma de sanidade tem sido obedecido e a previsão era de o reconhecimento vir somente daqui a dois anos. “Fizemos um trabalho de base para mostrar que a antecipação poderia ocorrer, com benefícios comerciais ao País”. Zydek lembra que o aval para o Paraná parar de vacinar foi dado em encontro no dia 22 de abril, em Curitiba, em reunião do Bloco V do Plano Estratégico do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa.

A antecipação do cronograma resulta de um trabalho articulado da Caciopar, do POD e de outros entes, que incluíram o assunto como prioridade em sua pauta de ações. Ao citar os mercados de grãos e carnes, e sua relação com o conceito de aldeia global onde tudo está conectado, Elias Zydek disse que nesse mercado interligado há regras que precisam ser atentamente observadas e cumpridas. O Paraná segue um rigoroso plano sanitário, atento principalmente à peste suína, febre aftosa e gripe aviária, doenças condicionantes e limitantes de mercados. Se houver a confirmação de registros, então a região afetada estará proibida de negociar com o mundo.

Em função do status de livre de aftosa com vacinação, o Paraná não tem acesso a exportações a países como Japão, Coreia, México e outros, que compram 2,6 milhões de toneladas de carne suína por ano. Esses países representam 65% do mercado comprador dessa proteína. Além de exigentes eles remuneram com valores até 20% maiores em comparação aos periféricos, alguns dos países onde o Paraná chega com as suas 100 mil toneladas vendidas anualmente.

Maior produtor

Com o novo status sanitário, as metas dos criadores e empresas exportadoras do Paraná são ambiciosas. Uma delas é tornar o estado o maior produtor nacional de carne suína. Hoje, ele é o segundo com 18% do total da produção, atrás apenas de Santa Catarina, que responde por 21%. Em terceiro aparece o Rio Grande do Sul, com 14%. Juntos, os três estados da região Sul produzem o equivalente a 53% da produção brasileira de carne de porco. “E temos totais condições de assumir a liderança em pouco tempo”, conforme Elias Zydek.

Para confirmar o novo status, o Paraná terá de cumprir um ritual longo e sistemático. Será preciso, antes de efetivar novos contratos, aguardar um ano sem vacinação, bem como a realização de inúmeros testes de sorologia. Serão feitas auditorias para a verificação de protocolos e as fronteiras deverão estar cuidadosamente protegidas. Um fundo privado foi criado para a construção de guaritas em pontos estratégicos do território. Ele já conta com R$ 4,5 milhões para essa finalidade. O governo estadual também precisará garantir contrapartidas, entre elas a contratação de mais profissionais para desenvolver toda a vigilância necessária.

Os municípios também terão um papel determinante a cumprir, começando pela ativação, reativação ou fortalecimento dos seus conselhos de sanidade animal. Hoje, a região Oeste conta com 18, mas a meta é chegar a 30 até 2020. Um aspecto a ser destacado, conforme Elias Zydek, é que o Paraná é o único estado brasileiro que conta com uma lei de biossegurança para a suinocultura. Caso tudo corra bem, o Estado poderá triplicar as suas exportações de suínos, fortalecendo propriedades rurais, injetando mais recursos na economia e abrindo novas oportunidades de emprego e renda.

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