Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,51 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,90 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,44 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,33 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,92 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,10 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,47 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,53 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,57 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,03 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,62 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,33 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.504,29 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.357,21 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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Mercado mundial de carnes vive período de ebulição

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Mercado mundial de carnes vive período de ebulição

Os casos de Peste Suína Africana (PSA) registrados na Ásia transformaram por completo o cenário produtivo e comercial de proteínas animais no mundo. Os estragos produzidos principalmente na suinocultura chinesa tiraram de vez o posto do suíno de carne mais consumida em todo o planeta. O gigante chinês respondia por uma produção de cerca de 54 milhões de toneladas, necessitando ainda importar 1,6 milhão de toneladas para atender a sua demanda interna. Só para se ter uma ideia, a União Europeia produz conjuntamente algo em torno de 24 milhões de toneladas, ocupando a segunda posição entre os maiores produtores.

Já considerada como a maior crise sanitária mundial da suinocultura, os casos de PSA na China, por exemplo, levaram a morte ou abate sanitário de milhões de animais. Os números divergem dependendo da fonte, mas se fala em até 50% do plantel total chinês. As ocorrências levaram o consumidor local a buscar outras proteínas, seja pela falta da carne suína ou pelo impacto das notícias e imagens, muito embora o vírus da PSA não afete seres humanos. Isso favoreceu o consumo de frango e carne bovina.

Neste contexto, a Europa também enfrenta os seus próprios problemas com a PSA. O vírus da enfermidade já chegou ao leste europeu e ameaça avançar para a parte ocidental do continente. Mesmo assim, o apetite chinês elevou a Espanha a se tornar um de seus maiores fornecedores de carne suína. Outro potencial fornecedor, os Estados Unidos, vive com a China uma guerra comercial, com idas e vindas, dificultando possíveis embarques.

A oportunidade para a suinocultura brasileira é gigantesca. As exportações do país irão registrar crescimento neste ano, impulsionadas principalmente pelas compras chinesas, que já se tornou o maior destino da carne suína do Brasil. Por outro lado, o avanço depende de uma maior liberação de plantas industriais à exportação, o que tem ocorrido em um ritmo lento ainda. O setor suinícola também tem se preocupado com essa dependência da China, escaldado pelo ocorrido em passado recente com a Rússia.

O fato é que o tabuleiro da suinocultura mundial está com suas peças em movimento, e o Brasil não pode se perder se quiser realmente atingir volumes como o de um milhão de toneladas exportadas nos próximos anos.

 

Boa leitura a todos!

Humberto Luis Marques

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