As restrições ao uso de RAC representam uma barreira significativa ao comércio, reduzindo as vendas dos exportadores de carne suína em quase 85%
Em xeque nos mercados internacionais, ractopamina gera discussões e perde espaço na suinocultura

Por Anderson Oliveira
A descoberta da ractopamina (RAC) resultou em ganhos para a suinocultura brasileira. O aditivo contribuiu para a melhora na conversão alimentar e no ganho de carne nos animais em fase de terminação. Permitido no Brasil desde 1996, o uso é autorizado com base estudos que
respaldam a segurança da molécula, incluindo a previsão de Limite Máximo de Resíduos recomendada pelo Codex Alimentarius. Apesar de não haver indicativos científicos de que possa acarretar danos à saúde humana, diversos países no mundo aboliram a importação de carnes de animais que tenham recebido essa substância na alimentação. São os casos de Rússia e China. O primeiro foi o maior comprador da carne suína brasileira durante muitos anos e deixou de importar, em 2017, atribuindo como motivo justamente o uso da ractopamina. Para Vinícius de Souza Cantarelli, professor e pesquisador da Universidade Federal de Lavras na área de Produção e Nutrição de Monogástricos, a substância tem grandes impactos positivos nas produções brasileiras e não há evidências de que os resíduos de seu uso afetem os consumidores. Os embargos de países à carne suína, nesse sentido, seriam resultado de barreiras comerciais e protecionismo.
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