Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 71,98 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,24 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,20 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 182,51 / cx
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Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 223,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 173,72 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 201,21 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,03 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.219,92 / t
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Mercado Interno

Crise Mundial favorece milho brasileiro

O I Fórum Internacional da Economia do Milho discutiu o assunto.

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Entre os principais produtores de milho mundiais, o Brasil é o que apresenta as melhores condições de aumentar as exportações e, consequentemente, sua participação no abastecimento internacional do grão. Esse foi o balanço do debate entre autoridades internacionais no assunto, que se reuniram no I Fórum Internacional da Economia do Milho, que aconteceu ontem (16) na AgroBrasília 2009.

Responsáveis por 40% do volume de milho produzido no mundo, os Estados Unidos não têm mais área livre para aumentar a produção, segundo dados do USDA apresentados no Fórum e já estão próximos ao pico de produtividade. A China, por sua vez, segundo produtor mundial, consome tudo o que produz e já começa a importar. Milhocultores da Argentina, outro tradicional exportador do grão, no momento, veem mais vantagens no cultivo da soja, o que está dificultando a ampliação da área cultivada com milho.

“Sobra o Brasil, que possui área, tecnologia e vontade do produtor”, analisa Odacir Klein, presidente-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho). Segundo ele, falta apenas incentivo ao produtor brasileiro. “O produtor precisa de financiamento para plantar milho, e isso é resultado de políticas públicas que estimulem a milhocultura”, defende.

Ao lado da entidade, estiveram presentes no Fórum a adido agrícola Estados Unidos na embaixada americana, Julie Morin, o pesquisador João Carlos Garcia, da Embrapa Milho e Sorgo, e Pablo Adriani, da AgriPAC Consultores SRL, da Argentina. De acordo com Morin, apenas entre 15% e 20% do milho americano são destinados à exportação, e esse cenário deve assim permanecer devido à crise.

Segundo Adriani, a crise mundial não afetou o consumo de alimentos. “O que diminuiu foi o consumo de automóveis, de petróleo e combustíveis, de telefones, de imóveis e de tecnologia. A necessidade de alimentos permaneceu, se não aumentou” , raciocinou. Em relação ao mercado de milho, segundo ele, a tendência foi a mesma, puxada sobretudo pela produção de etanol (especialmente nos EUA) e proteína animal.

João Carlos Garcia seguiu argumentação semelhante para explicar os principais destinos do milho brasileiro: frangos e suínos. Para ele, o país precisa integrar o que há de melhor em logística, armazenamento, distribuição e tecnologia para garantir a qualidade do milho e custos competitivos. “O próximo passo da produtividade é a tecnologia”, afirmou.

“Milho é um insumo fundamental praticamente em todo o mundo”, completou João Carlos Werlang, presidente institucional da Abramilho e um dos idealizadores da feira. “Existe demanda interna e externa para o milho brasileiro. A crise não afetou essa demanda, mas trouxe a dificuldade de financiamento, e é isso o que devemos solucionar”, concluiu. As informações são da assessoria de imprensa da Abramilho.

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