Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 71,06 / kg
Soja - Indicador PR R$ 151,68 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,14 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,43 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,52 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,78 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 140,88 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 152,40 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 148,07 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,52 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,54 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.456,52 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.359,38 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 161,54 / cx
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Empresas

Agrenco adia o reinício das operações

Sem capital de giro, grupo negocia aporte com credores. Fábrica em MT está pronta.

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A Agrenco está enfrentando mais dificuldades do que previa para retomar suas atividades. A fábrica de biodiesel que a empresa constrói em Alto Araguaia, em Mato Grosso, está praticamente concluída, mas a falta de capital de giro para financiar a operação barra inclusive a aquisição de matérias-primas para alimentar a unidade.

A empresa, que pediu recuperação judicial em setembro de 2008 e tem dívidas de cerca de R$ 1 bilhão, iniciou o ano com a expectativa de que Alto Araguaia começasse a rodar no primeiro trimestre. Com as receitas obtidas a partir da estreia da planta, a ideia era começar a cumprir o acordo de pagamento dos credores e inaugurar a outra fábrica que está sendo erguida em Caarapó, Mato Grosso do Sul, até maio passado, o que também não foi possível.

São reveses até agora encarados com relativa tranquilidade pela Íntegra Associados, responsável pela gestão da Agrenco nesses tempos bicudos. E que já estão sendo combatidos por um novo presidente. Para o lugar de Marco Antonio de Modesti, que se tornou o principal executivo de uma companhia de alimentos no Nordeste, chegou Valdenir Soares, ex-Votorantim. E ele está animado.

“Sempre amassei barro”, afirma. No setor de agronegócios, Soares, que completa 46 anos em julho, tem a experiência de ter ocupado durante anos cargos elevados na Citrovita, braço de suco de laranja da Votorantim que recentemente confirmou que negocia a fusão de suas operações com as da rival Citrosuco.

Os gestores da Agrenco estimam que, com um capital de giro de US$ 80 milhões, a companhia consegue voltar a operar. No acordo de parceria operacional fechado com a suíça Glencore, está prevista a possibilidade de um aporte emergencial de até US$ 50 milhões, por parte da múlti, para capital de giro. Os outros US$ 30 milhões são de responsabilidade da Agrenco, que negocia com os credores uma saída para irrigar o caixa.

Mesmo assim, pontua Soares, “é possível dizer que a entrada em operação da Agrenco não é mais apenas um plano, é uma realidade”. Conforme ele, a sazonalidade da produção de grãos sinaliza que a maior demanda por capital de giro será em dezembro, mas a meta, evidentemente, é encontrar uma solução para o problema bem antes disso.

Pronta e funcionando, a fábrica de Alto Araguaia terá capacidade para esmagar 1 milhão de toneladas de soja por ano e produzir 600 toneladas diárias do biodiesel feito com a oleaginosa. As vendas desse biocombustível, que se tornou o foco da Agrenco após o pedido de recuperação judicial, poderão gerar um faturamento anual de R$ 800 milhões.

Soares visitou a planta mato-grossense na semana passada. Segundo ele, o alto escalão local está trabalhando, a unidade de esmagamento de soja está 100% pronta e a de produção de biodiesel deve ser concluída ainda nesta semana. A planta de cogeração de energia deverá ser terminada entre o fim de junho e o início de julho.

Na cogeração, o projeto prevê que um terço da energia seja usado pela unidade e dois terços sejam vendidos no mercado. A eletricidade pode ser produzida a partir de capim, bagaço de cana ou cavaco de madeira. Para a produção de capim, a Agrenco arrenda uma área de 30 mil hectares na região de Alto Araguaia.

A fábrica de Caarapó tem as mesmas características de Alto Araguaia, mas, a grosso modo, a metade da capacidade de produção. Assim, quando estiver a pleno vapor será capaz de gerar um faturamento anual de cerca de R$ 400 milhões. Neste momento, a expectativa do presidente é que a planta sul-mato-grossense entre em operação até o fim deste ano.

Outra possibilidade que a Agrenco tem para obter recursos é a venda de ativos da subsidiária argentina, que também pediu recuperação judicial no país. No vizinho, a empresa conta com terminal portuário com armazéns e outras benfeitorias, além de dois conjuntos de armazéns remotos para a estocagem intermediária de grãos. “Há interessados”, diz Soares.
 

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