A Cargill processou um ex-executivo de sua divisão de carnes embaladas nos Estados Unidos, alegando que ele roubou segredos comerciais antes de deixar o cargo para se juntar à JBS.
Cargill acusa de roubo ex-executivo que foi para a JBS

A Cargill Inc. processou um ex-executivo de sua divisão de carnes embaladas nos Estados Unidos, alegando que ele roubou segredos comerciais antes de deixar o cargo para se juntar à rival JBS SA este mês.
Em um processo aberto na quinta-feira num Tribunal Distrital em Denver, Colorado, a Cargill acusou Jason Kuan de copiar centenas de arquivos confidenciais e de propriedade intelectual da empresa detalhando as operações de processamento de carne do conglomerado agrícola.
Kuan não pôde ser contatado para comentar o assunto e, nos documentos protocolares do tribunal, não aparece o nome de nenhum advogado como representante do acusado. Representantes da JBS não responderam a pedidos de comentário.
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“Estamos tomando todas as medidas necessárias para proteger as informações de propriedade da Cargill”, disse Michael Martin, porta-voz da Cargill, que tem sede na região metropolitana de Minneapolis, nos EUA.
O processo coloca em destaque a intensa concorrência entre as maiores empresas de processamento de carne do mundo, que investem em tecnologia e métodos para produzir carne com os custos mais baixos possíveis e conquistar contratos de fornecimento para redes de fast-food, supermercados e serviços de alimentação.
A Cargill informou que Kuan trabalhou para a empresa durante 20 anos. A maior parte da carreira dele na Cargill envolveu a administração dos negócios de carne embalada para o varejo nos EUA e Canadá. Essa divisão processa e embala carne em uma fábrica e a distribui aos açougues de supermercados e varejistas de alimentos, de acordo com a ação movida pela Cargill. Kuan, que começou a trabalhar na JBS este mês, segundo a Cargill, foi contratado pela rival para liderar um negócio semelhante em desenvolvimento na divisão norte-americana da JBS, que tem sede em Greeley, no Colorado, alegou a Cargill, citando um comunicado que a JBS circulou.
Segundo a ação, a saída abrupta de Kuan levou a Cargill a fazer uma investigação forense no laptop da empresa que era usado pelo funcionário. Segundo a Cargill, a análise mostrou que, no início de julho, Kuan copiou “centenas” de arquivos “altamente confidenciais e de propriedade intelectual” da Cargill, relacionados ao negócio de carne embalada da empresa, que ele armazenou em um disco rígido externo.
A Cargill quer que o caso vá a júri, e espera conseguir penalidades financeiras, além de uma ordem que proíba Kuan de divulgar as informações para a JBS.





















