Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,74 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 148,04 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,24 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,18 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,82 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,93 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,88 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,51 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.565,19 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.475,23 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,94 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,92 / cx
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Retrato da suinocultura brasileira

Hermanus Wigman, diretor da Dalland do Brasil, fala sobre a atual fase da suinocultura no País.

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Redação SI 22/10/2002 – Confira a opinião do diretor geral da Dalland do Brasil, Hermanus Wigman, sobre a suinocultura brasileira e a situação do mercado em meio à competitividade e ao cenário político.

A crise
“A atual crise do mercado suinícola brasileiro, em contrapartida, aflora um lado positivo, pois nos força a buscar melhores condições de competitividade, voltadas para o aumento do consumo interno e também para a preparação de condições sanitárias, para nos tornarmos um dos grandes produtores/exportadores mundiais de carne suína.
Esta crise da suinocultura brasileira é conseqüência de um crescimento desordenado do volume de produção, bem como de um aumento desorientado do peso de abate.  Historicamente, na Europa, o aumento de peso de abate sempre foi de, no máximo, 1kg por ano. No Brasil, neste último ano, o aumento no peso de abate chegou, em algumas regiões, a atingir 15%. Estes fatores levaram a um excesso de oferta bem acima do grande crescimento das exportações deste ano.
Volume de oferta muito acima da demanda interna e das exportações gerou uma queda nos preços, aliado ao aumento do custo de produção, provocado pelo mercado de grão e pela alta do dólar. Isto levou a suinocultura brasileira para uma de suas piores crises já vividas”.

Mercado internacional
“Devemos lembrar que 80% das exportações brasileiras estão voltadas para um país comprador tradicionalmente sensível a preço, deixando-nos, desta forma, vulneráveis à ação de subsídios de alguns países dentro do mercado internacional.
Está claro que o Brasil tem condições de ser um dos grandes produtores de carne suína no mundo. O nosso custo de produção e o direcionamento dos esforços na preparação de condições sanitárias para atendimento do mercado internacional, nos permitirá, no futuro, atender mercados altamente rentáveis como a Comunidade Européia, China e Japão”.

Perspectivas para a atividade
“Noto que existe uma tendência muito clara de deslocamento da produção independente para o sistema de integração ou fornecimento sob contrato, o que me faz, cada vez mais, crer que teremos uma referência nacional de preço.
A expectativa é que, a partir do segundo semestre de 2003, já teremos reflexos da redução dos plantéis. Dessa forma, poderemos atingir novamente uma situação de equilíbrio e por conseqüência rentabilidade dentro da atividade”.

 
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