Hermanus Wigman, diretor da Dalland do Brasil, fala sobre a atual fase da suinocultura no País.
Retrato da suinocultura brasileira
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Redação SI 22/10/2002 – Confira a opinião do diretor geral da Dalland do Brasil, Hermanus Wigman, sobre a suinocultura brasileira e a situação do mercado em meio à competitividade e ao cenário político.
A crise
“A atual crise do mercado suinícola brasileiro, em contrapartida, aflora um lado positivo, pois nos força a buscar melhores condições de competitividade, voltadas para o aumento do consumo interno e também para a preparação de condições sanitárias, para nos tornarmos um dos grandes produtores/exportadores mundiais de carne suína.
Esta crise da suinocultura brasileira é conseqüência de um crescimento desordenado do volume de produção, bem como de um aumento desorientado do peso de abate. Historicamente, na Europa, o aumento de peso de abate sempre foi de, no máximo, 1kg por ano. No Brasil, neste último ano, o aumento no peso de abate chegou, em algumas regiões, a atingir 15%. Estes fatores levaram a um excesso de oferta bem acima do grande crescimento das exportações deste ano.
Volume de oferta muito acima da demanda interna e das exportações gerou uma queda nos preços, aliado ao aumento do custo de produção, provocado pelo mercado de grão e pela alta do dólar. Isto levou a suinocultura brasileira para uma de suas piores crises já vividas”.
Mercado internacional
“Devemos lembrar que 80% das exportações brasileiras estão voltadas para um país comprador tradicionalmente sensível a preço, deixando-nos, desta forma, vulneráveis à ação de subsídios de alguns países dentro do mercado internacional.
Está claro que o Brasil tem condições de ser um dos grandes produtores de carne suína no mundo. O nosso custo de produção e o direcionamento dos esforços na preparação de condições sanitárias para atendimento do mercado internacional, nos permitirá, no futuro, atender mercados altamente rentáveis como a Comunidade Européia, China e Japão”.Perspectivas para a atividade
“Noto que existe uma tendência muito clara de deslocamento da produção independente para o sistema de integração ou fornecimento sob contrato, o que me faz, cada vez mais, crer que teremos uma referência nacional de preço.
A expectativa é que, a partir do segundo semestre de 2003, já teremos reflexos da redução dos plantéis. Dessa forma, poderemos atingir novamente uma situação de equilíbrio e por conseqüência rentabilidade dentro da atividade”.
A crise
“A atual crise do mercado suinícola brasileiro, em contrapartida, aflora um lado positivo, pois nos força a buscar melhores condições de competitividade, voltadas para o aumento do consumo interno e também para a preparação de condições sanitárias, para nos tornarmos um dos grandes produtores/exportadores mundiais de carne suína.
Esta crise da suinocultura brasileira é conseqüência de um crescimento desordenado do volume de produção, bem como de um aumento desorientado do peso de abate. Historicamente, na Europa, o aumento de peso de abate sempre foi de, no máximo, 1kg por ano. No Brasil, neste último ano, o aumento no peso de abate chegou, em algumas regiões, a atingir 15%. Estes fatores levaram a um excesso de oferta bem acima do grande crescimento das exportações deste ano.
Volume de oferta muito acima da demanda interna e das exportações gerou uma queda nos preços, aliado ao aumento do custo de produção, provocado pelo mercado de grão e pela alta do dólar. Isto levou a suinocultura brasileira para uma de suas piores crises já vividas”.
Mercado internacional
“Devemos lembrar que 80% das exportações brasileiras estão voltadas para um país comprador tradicionalmente sensível a preço, deixando-nos, desta forma, vulneráveis à ação de subsídios de alguns países dentro do mercado internacional.
Está claro que o Brasil tem condições de ser um dos grandes produtores de carne suína no mundo. O nosso custo de produção e o direcionamento dos esforços na preparação de condições sanitárias para atendimento do mercado internacional, nos permitirá, no futuro, atender mercados altamente rentáveis como a Comunidade Européia, China e Japão”.Perspectivas para a atividade
“Noto que existe uma tendência muito clara de deslocamento da produção independente para o sistema de integração ou fornecimento sob contrato, o que me faz, cada vez mais, crer que teremos uma referência nacional de preço.
A expectativa é que, a partir do segundo semestre de 2003, já teremos reflexos da redução dos plantéis. Dessa forma, poderemos atingir novamente uma situação de equilíbrio e por conseqüência rentabilidade dentro da atividade”.
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