Para evitar que os animais morram de fome, suinocultores estão procurando alternativas para salvar o plantel.
Até capim
Redação SI 19/11/2002 – A escassez e o alto preço do milho e do farelo de soja estão levando criadores de suínos ao desespero. Em algumas propriedades na região de Maringá (PR), até capim está sendo usado para alimentar os animais. Em outras, crias estariam sendo sacrificadas logo após o nascimento. É para não deixar os bichinhos sofrerem, justifica um suinocultor. Um zootecnista confirma a crise e avisa que 50% das granjas localizadas nas regiões de Maringá e Londrina já foram fechadas. Em maio, a saca de milho (60 quilos) custava R$ 13,00 e a tonelada de farelo de soja em torno de R$ 380,00 na região. Na semana passada, o milho estava sendo comercializado por R$ 26,00 e o farelo por R$ 719,00. Isso sem falar da energia, que aumentou 100%; medicamentos, que seguem a variação do dólar; e os minerais, que subiram em torno de 30%, diz o suinocultor José Carlos da Silva. Hoje, o suinocultor gasta R$ 1,90 para produzir um quilo de carne mas, na semana passada, estava recebendo apenas R$ 1,35 e R$ 1,50 por quilo. Assim não dá para aguentar, desabafou o criador, defendendo preço mínimo de R$ 2,20 por quilo. Sem condições de suportar os prejuízos, que aumentam a cada dia, o suinocultor começou a dar capim para os animais. Segundo ele, os suínos já perderam 40% do peso por conta disso. Já tentamos alimentar com mandioca, mas o preço do produto também disparou e inviabilizou a idéia, disse.
Leia também no Agrimídia:
- •Carne suína do Brasil bate recorde histórico em março com alta superior a 30%
- •Gestão, manejo e assistência técnica impulsionam eficiência na revista Suinocultura Industrial de Fevereiro
- •Joaçaba avança e se consolida como 2ª maior produtora de suínos em Santa Catarina
- •Carne de porco moída desafia tendência com queda nas vendas de carne suína no Reino Unido





















