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Campanha quer tirar suinocultura da crise

Apesar da segurança proporcionada pela suinocultura moderna, população ainda consume o produto, acarretando prejuízo ao produtor.

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Redação SI 19/11/2002 – Desmistificar o consumo da carne suína, buscando conscientizar o consumidor que o produto é saudável e higiênico e contribuindo para o crescimento do setor. Esse é o objetivo da campanha “Carne Suína, Sabor e Saúde”, que está sendo lançada hoje, em Curitiba, pela Associação Paranaense de Suinocultura (APS), e que se estende até meados de fevereiro. “A carne de porco é muito saborosa e saudável, ao contrário do que pensa a maioria da população brasileira, que desconhece os mecanismos de criação dos suínos”, aponta o presidente da APS, Remi Sterzelecki.

Ele assinala que as evoluções genéticas conseguiram diminuir em 31% as gorduras do produto, 14% de calorias e 10% do colesterol. “Além disso, o porco é criado em ambientes higienizados e o risco de parasitas é zero”, completa.

Mas apesar da segurança proporcionada pela suinocultura moderna, além das vantagens em relação à saúde e ao sabor da carne de porco, a população ainda não tem o hábito de consumir o produto, como demonstram pesquisas recentes. Os brasileiros apreciam o paladar, mas acreditam que a carne suína faz mal (35%) e que possui muita gordura e colesterol (55%). Em alguns países europeus, o consumo per capita ultrapassa 60 kg por ano, enquanto os brasileiros consomem apenas 3 kg por ano de carne de porco in natura e 11 kg do produto modificado (presunto, lingüiça, salame).

Produção
Contrariando os números, a produção de suínos brasileira é bastante grande, e o Paraná tem o terceiro maior rebanho do País, que exporta sua produção para países vizinhos e de outros continentes. Em 2001, as exportações mensais de carne suína mensais chegavam a 28 mil toneladas; em valores monetários esse número se traduz em U$ 36 milhões.

As exportações brasileiras estão concentradas em três países que são responsáveis por 75% do total exportado: Rússia (565), Hong Kong (19%) e Argentina (15%). Com a crise, principalmente na Argentina, houve queda na exportação. Como o consumo de carne suína no Brasil é baixo, existe muita oferta para pouca demanda. Nesse caso, o maior prejudicado é o produtor, que acaba tendo prejuízo com a venda da produção excedente. “Diminuir a produção da carne suína não é uma boa solução. Por motivos técnicos, essa iniciativa exige cerca de 12 meses, e nesse período muitos produtores correm o risco de quebrar”, aponta Remi Sterzelecki. “A melhor saída encontrada pela APS para minimizar a crise é mesmo a campanha”, completa.

Campanha
Uma das estratégias da campanha “Carne Suína, Sabor e Saúde” para promover a compra da carne suína é a inserção de materiais de merchandising nos pontos de venda, chamando a atenção do consumidor nas gôndolas dos supermercados. Além da figura de um leitão, a campanha conta com a imagem do reconhecido chef de cozinha paranaense Celso Freire, que elaborou um cardápio à base de carne suína especialmente para a ocasião. Num intervalo de quinze dias, cada prato criado pelo chef será substituído por outro e, no final, os colecionadores poderão montar um caderno com seis receitas.

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