Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,74 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 148,04 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,24 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,18 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,82 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,93 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,88 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,85 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,51 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.565,19 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.475,23 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 138,94 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 148,92 / cx
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Maior custo eleva concentração em carnes

Alta dos preços do milho e soja e desvalorização cambial levam frigoríficos a fechar as portas.

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Da Redação 16/12/2002 – A alta dos preços do milho e do farelo de soja e a desvalorização do real este ano precipitaram um ajuste nos setores de aves e suínos. O aumento dos custos de produção agravou a situação de indústrias que já vinham em dificuldade e começa a gerar mudanças que apontam para uma maior concentração nas empresas e também na produção.

Um exemplo é a Minuano Alimentos, que pediu concordata no mês passado, e fechou sua unidade de Passo Fundo (RS). Com o fechamento do frigorífico, a Doux Frangosul herdou 60 integrados de aves da Minuano.

Além disso, a empresa concordatária fez um acordo com a Avipal, pelo qual irá abater 120 mil aves por dia para a concorrente. Também vai fornecer pintos de um dia para a Avipal e arrendou sua fábrica de rações.O diretor-presidente da Doux Frangosul, José Augusto Lima de Sá, reconhece que ao absorver os integrados da Minuano, a empresa amplia sua participação no mercado. Para ele, o setor passa por uma “acomodação” devido ao aumento dos custos.

De acordo com o Cepea/USP, na região de Passo Fundo, a saca de milho subiu 110,04% desde o início do ano. No mesmo período, o real se desvalorizou 38,86%. A desvalorização cambial pressionou os custos, uma vez que vários insumos são dolarizados.

Para Nildemar Secches, presidente da Perdigão, a alta dos custos de produção só reforçou uma tendência que já existia no setor.

Os 86 ex-integrados da paulista Osato Alimentos, que pediu concordata no início do mês, também negociam contratos com outros abatedouros, de acordo com o diretor Fernando Cayuella. A empresa, a única de São Paulo a exportar para a União Européia, viu sua situação se agravar no segundo semestre de 2002. Além da alta dos insumos, a Osato sofreu também com a escassez de linhas de crédito, depois da saída do sócio japonês Ajinomoto há um ano. Sem recursos, a empresa teve de eliminar seu plantel de aves e reduziu o abate de 65 mil cabeças diárias para 20 mil. Também demitiu cerca de 430 funcionários.

Para o consultor, José Carlos Teixeira, se não houver uma política de preços compatíveis com os novos custos do setor, outras empresas terão dificuldades. “Antes era possível vender frango a preços baixos porque os custos eram menores”, justifica.

Na suinocultura, o efeito da alta dos custos se dá mais na etapa de produção. Pressionados pelos custos maiores, suinocultores integrados estão abrindo mão de maiores lucros e preferem se tornar “parceiros” das agroindústrias. A Aurora e o Frigorífico Pamplona, de Santa Catarina, que tradicionalmente trabalham com criadores de ciclo completo, estão verticalizando sua produção. Nos últimos dois meses, a Aurora elevou o percentual de parceiros de 12% para 50%, enquanto no Pamplona a alta foi de 30% para 60%. “Essa não é a vocação da cooperativa. Mas é necessário manter o suinocultor na atividade”, diz José Zeferino Pedrozo, presidente da Aurora.

Segundo Jacir Pamplona, diretor da área de suprimentos do Pamplona, ao ampliar a parceria, a empresa quer garantir o próprio abastecimento e evitar a falta de animais no futuro.

No sistema integrado, o produtor de ciclo completo engorda o animal por conta própria e vende à agroindústria. Já o parceiro recebe a ração do frigorífico. “Em épocas de boa lucratividade, o criador independente e o de ciclo completo ganham mais. Mas são os que mais perdem na crise”, diz Jonas dos Santos Filho, da Embrapa.

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