Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 65,35 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,54 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,55 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,71 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,46 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,80 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 4,97 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,08 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,26 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 155,65 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 164,30 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 173,37 / cx
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Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 146,77 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 169,38 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,66 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.352,41 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.295,10 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 180,07 / cx
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Suinocultura vive a maior crise da história

Com excesso de produção e consumo retraído, frigoríficos pagam menos para o criador.

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Redação SI 15/05/2003 – A suinocultura paranaense enfrenta a mais prolongada crise da sua história. Há um ano e meio os produtores de suínos estão amargando prejuízos. De acordo com cálculos da Associação Paranaense de Suinocultura (APS), para cada animal abatido o criador tem uma perda de R$ 30,00. O produtor recebe hoje do frigorífico R$ 1,45 por quilo de carne suína, enquanto o valor necessário para gerar algum resultado financeiro seria de R$ 1,75 a R$ 1,80.

O Paraná possui o segundo maior rebanho do país, com 6,456 milhões de cabeças, perdendo apenas para Santa Catarina, com 8,534 milhões. Uma das formas encontradas pelo setor para enfrentar a crise foi o produtor deixar a sua posição de dono do plantel e passar a ser integrado. Por meio de parceria, os criadores recebem do frigorífico o filhote e a ração e quando abatem o animal ganham de R$ 6,00 a R$ 9,00 por cabeça. A APS estima que 70% dos criadores de suínos paranaenses são integrados. No ano passado, este índice não chegava aos 50%.

Mercado externo

Segundo o vice-presidente da APS, Ademir Bortolotto, a crise da suinocultura foi agravada com a suspensão das exportações da carne suína de Santa Catarina para a Rússia. “O produto que era destinado ao exterior acabou indo para o mercado interno, gerando excesso de oferta e o consumo continuou reprimido. Com isso, os frigoríficos seguraram os preços.”

A alta do dólar verificada ao longo de 2002 e que continuou no primeiro trimestre deste ano também agravou a situação, já que provocou o aumento dos preços dos insumos, como o farelo de soja e milho. Outro fator que acarretou o reajuste do preço das matérias-primas foi a diminuição da oferta de milho no mercado nacional, onerando os custos para a suinocultura. No ano passado, os preços do milho subiram 275%.

Campanha

Em novembro do ano passado Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Paraná (Sindicarnes), Associação Paranaense de Supermercados (Apras), Secretaria de Estado da Agricultura e Associação Paranaense de Suinocultura (APS) lançaram a campanha “Carne Suína: Sabor e Saúde”, com o objetivo de aumentar em 30% o consumo do produto. De acordo com o vice-presidente da APS, a campanha que se prolongou até março deste ano acabou dando resultados e toda a carne suína estocada foi comercializada.

Na opinião de Ademir Bortolotto, no entanto, para que os preços da carne suína apresentem alguma reação é necessário que haja queda de 10% na produção e o consumo aumente. Para este ano, a APS está estimando redução de 3% na produção de suínos.

O consumo de carne suína hoje no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira de Criadores de Suínos, é de 13,19 quilos per capita/ano, mas já foi bem menor. Em 1990, por exemplo, era de 7,05 quilos per capita/ano, chegando a 10,71 quilos por pessoa em 2000 e no ano passado cada brasileiro consumiu 12,62 quilos de carne de porco.

Apesar do aumento, o consumo no Brasil é muito pequeno em relação a alguns países. Na Espanha, cada pessoa ingere 66,1 quilos de suíno por ano e na Dinamarca são 64,2 quilos. O menor consumo é verificado no Peru com 3,8 quilos.

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