Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,74 / kg
Soja - Indicador PR R$ 155,50 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 161,93 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 8,05 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 5,20 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,46 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,63 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,85 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 132,33 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 143,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 123,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP R$ 8,35 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.535,23 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.419,47 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 153,67 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 129,07 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 154,50 / cx
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Variação positiva

Preços agrícolas sobem 5,86% em SP.

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Da Redação 05/04/2005 – O índice de preços recebidos (IPR) pelos produtores agropecuários paulistas, pesquisado pelo Instituto de Economia Agrícola – vinculado à Secretaria de Agricultura do Estado – superou as expectativas e encerrou março com variação positiva de 5,86%, 4,12 pontos percentuais a mais que no mês anterior e 6,29 acima de março de 2004. Foi a maior alta mensal desde novembro de 2002, quando o indicador subiu 8,35%.

Nelson Martin, responsável pela pesquisa, esperava aumento de entre 3% e 5% do IPR no mês passado, conforme adiantou ontem o Valor. O incremento maior que o previsto refletiu a forte valorização dos grãos em virtude da quebra da produção brasileira na safra 2004/05 e, também, os efeitos das recentes chuvas em São Paulo sobre a comercialização de tomate, batata e cebola, que compõem o grupo das olerícolas.

Com essa conjunção, o grupo de produtos de origem vegetal registrou variação positiva média de 10,3% no acumulado de março, com destaque para as altas de tomate (78,67%), batata (29,38%), trigo (27,19%), milho (24,83%) e soja (21,77%). Já o grupo de produtos de origem animal, que ainda enfrenta demanda doméstica menos aquecida do que se esperava no fim de 2004, caiu 2,13%, pressionado pela queda de aves (5,93%) e boi (2,23%).

Com o resultado de março, o IPR encerrou o primeiro trimestre do ano com variação positiva de 8,2%, acima dos principais índices inflacionários. No período, o IGP-M subiu 1,55% e o IPC-Fipe, 1,63% (estimativa do IEA). Em 2004, o IPR perdeu para o IGP-M, mas ganhou do IPC. Para abril, Nelson Martin espera desaceleração da alta do indicador agrícola. Ele prevê aumento de 1,5% a 2% e, portanto, manutenção da atual pressão do campo sobre a inflação.

O pesquisador prevê uma desaceleração por conta do avanço da colheita de grãos, que em março evoluiu com preços em alta por conta da redução da produção. De qualquer forma, não é normal uma valorização como a observada no mês passado em época de colheita. O salto de novembro de 2002, por exemplo, aconteceu em plena entressafra.

Martin destaca que, no caso do milho, o cenário altista ganhou força com as primeiras estimativas de safrinha de inverno menor que a inicialmente esperada. O especialista também atentou para uma esperada elevação dos preços do feijão em abril, em razão da magra safra atual.

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