Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 69,51 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,90 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,44 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,33 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,92 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,10 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,47 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,53 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,57 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 142,03 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 144,10 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,08 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 158,62 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,33 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,87 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.504,29 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.357,21 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 166,55 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 137,33 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 145,73 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 157,70 / cx
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“No vermelho”

Segundo a APA, custo de produção do frango vivo na granja superou a média de preços praticados no mercado atacado de São Paulo em abril.

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Redação AI 04/05/2005 – O custo de produção do frango vivo na granja superou a média de preços praticados no mercado atacado de São Paulo em abril. Levantamento feito pelo consultor José Carlos Teixeira, diretor executivo da Associação Paulista de Avicultura (APA), mostra que o custo médio foi de R$ 1,30 por kg de ave viva. Já o preço médio comercializado foi de R$ 1,22/kg. Em linhas gerais, isso significa que o granjeiro está tendo margem negativa de 6,15%.

Já é o quarto mês consecutivo “no vermelho”, atesta o relatório. Em março, o custo do frango vivo ficou em R$ 1,40/kg, contra preço de venda de R$ 1,25/kg (margem negativa de 10,7%); já em fevereiro, o custo foi de R$ 1,40/kg, e o preço, de R$ 1,38/kg (margem negativa de 1,42%); em janeiro, por fim, o custo foi de R$ 1,46/kg, com preço de venda a R$ 1,40/kg (margem negativa de 4,28%).

Segundo Teixeira, as oscilações do preço do milho e da soja estão por trás da equação de custo, uma vez que a alimentação responde por 85% da produção do frango vivo. “Só o milho já responde por 50% do custo, e o cenário de maior calmaria desse mercado promete impedir que a margem continue negativa”, diz.

O diretor executivo da APA observa que a maior parte dos granjeiros de São Paulo trabalha integrada à indústria, sendo menos sensível aos preços do atacado do frango vivo. “Os avicultores independentes, que negociam no atacado, são uma parcela bem menos importante da produção.” Por isso, ele descarta que a margem negativa tenha impacto na oferta de carne nos próximos meses.
Isso porque o preço de venda do frango abatido continua superior a seu custo de produção.

Em março, o preço médio do frango abatido ficou em R$ 1,74/kg, contra R$ 1,70/kg do custo. “A tendência é se alargar mais esta margem, e a preocupação vai ficar mesmo por conta do segundo semestre deste ano”, diz. “Afinal, ainda não está definido o tamanho da safrinha de milho, que é o grande custo para a avicultura.”

No curto prazo, Teixeira afirma que a produção de carne deve seguir estável. “A produção de pintos de corte em março foi de 376,8 milhões de cabeças, e a previsão de abril é de que fique em 375 milhões de cabeças, um número praticamente estável.”

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