Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,58 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,42 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,31 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 9,46 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,43 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,53 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,86 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,01 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,43 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 172,19 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 191,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 192,55 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 164,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 188,97 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,27 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.286,52 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.156,90 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 200,92 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 172,37 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 163,38 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 182,06 / cx

Preços recuam

Oferta maior derruba as cotações do complexo carnes.

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Da Redação 24/05/2005 – Pressionado por uma oferta crescente e por um consumo que resiste em deslanchar, o complexo carnes enfrenta forte queda de preços desde o início do ano. No Sul, as agroindústrias pagam R$ 2,00 aos criadores pelo quilo do suíno vivo, 20% a menos do que no começo de janeiro, segundo a Associação Catarinense dos Criadores de Suínos (ACCS). No caso do boi, o recuo foi de 11,3% no período, para R$ 55/arroba em São Paulo, apurou a Scot, e no frango vivo, de 13,3%, para 1,30/quilo, segundo a Jox Assessoria Agropecuária.

O boi, que historicamente influencia a cotação de outras carnes, está arrastando consigo o suíno e o frango – segmentos em que a pressão já existe por conta da maior produção. “Desde dezembro, as ofertas de boi gordo começaram a crescer após a crise do frigorífico Margen. Depois, veio a seca que fez as ofertas de gado aumentarem”, observa Nelson Batista Martin, do Instituto de Economia Agrícola (IEA).

Mas a oferta não é o único fator de pressão. Analistas vêem uma concorrência entre bens duráveis e alimentos, o que estaria afetando a demanda. “É o efeito Casas Bahia”, afirma José Carlos Godoy, da Associação Brasileira de Pintos de Corte – Apinco. Ele observa que a possibilidade de comprar um celular, por exemplo, em várias prestações, gera uma concorrência com bens não-duráveis, como alimentos.

O crédito facilitado para aposentados também é considerado um “concorrente” para os não-duráveis. “O aposentado fica com dívidas de médio a longo prazo e deixa de comprar [bens não-duráveis] para pagar”, afirma Godoy, que acredita em queda do poder de compra do consumidor.

Além de oferta e demanda, o câmbio também pressiona. Alcides Torres, da Scot, lembra que o mercado de boi gordo usa o dólar como referência para o preço da arroba. Assim, se o dólar cai ante o real, o preço da arroba acompanha.

Paulo Molinari, da Safras & Mercado, observa que o dólar acaba influenciando todas as commodities, mas destaca que a produção de suínos vive uma recuperação. O resultado é a queda de preços que agora se vê. Em Santa Catarina, já se especula que agroindústrias estariam tentando derrubar a cotação para perto de R$ 1,80. Mas a ACCS aposta em alta de preços em junho, com a chegada do inverno.

Por enquanto, contudo, o cenário é apertado para suinocultores como o independente Gervásio Zanella, de Águas Frias (SC). Ele afirma que já entregou suíno, semana passada, para Sadia e Perdigão por R$ 1,80 o quilo. “Não tinha mais como segurar porque os animais estavam passando da idade d3 abate”. Segundo ele, as indústrias justificam o preço mais baixo do suíno dizendo que outras carnes também caíram. Além disso, o clima vinha inibindo o consumo.

O presidente da ACCS, Wolmir de Souza, acredita que a estiagem no Sul também provocou a desova de suínos. Dados da ACCS mostram que foram abatidos 571 mil suínos em março enquanto a média é de cerca de 520 mil cabeças.

Martin avalia que a pressão sobre as carnes se deve mais à oferta que à queda do poder aquisitivo. “A renda não cresce na mesma velocidade que a oferta”. Diante disso, diz, nem mesmo as exportações conseguem enxugar os excedentes.

Por conta do excedente, os preços já recuam no atacado. O corte de traseiro bovino saiu de R$ 4,70 o quilo no início do ano em São Paulo para R$ 3,70 ontem, segundo a Scot. O frango resfriado no médio atacado paulista saiu de R$ 2,10 o quilo para R$ 1,80 no período informa a Jox.

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