Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,30 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 146,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 152,13 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,01 / kg
Suíno - Estadual SC ↓ R$ 5,95 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 134,59 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 127,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.560,04 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.473,40 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 128,04 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
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Produção é investimento estratégico para Brasil, diz Guedes

O Brasil caminha para ocupar papel de destaque na busca de fontes alternativas de energia, ao investir na produção de biocombustível.

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Redação (28/11/06) – A avaliação é do ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto, que abriu hoje (27) a Feira Internacional de Agroenergia e dos Biocombustíveis, em Brasília. O encontro vai até quarta-feira (29) e reúne empresários e autoridades do Brasil e
do exterior.

Para o ministro, a experiência brasileira no desenvolvimento de
combustíveis renováveis pode fazer o país avançar rumo a uma posição de liderança no setor. “O Brasil tem todas as condições de conduzir a transição da civilização do petróleo para a civilização da bioenergia”, declarou.

O ministro da Agricultura também classificou como “prioridade nacional” a produção de biodiesel com plantas oleaginosas como mamona, dendê e pinhão. Guedes Pinto reafirmou que o governo se comprometeu, por lei, a adicionar 2% de biodiesel ao diesel em 2008. “Como o país consome 40 bilhões de litros por ano, pelo menos 800 milhões de litros passarão a ser produzidos em breve”, estimou o ministro.

Ele reiterou que o governo está determinado a antecipar a meta de 5% de biodiesel na mistura, que só passaria a valer em 2013. Para isso, o ministro ressaltou a criação do Centro Nacional de Pesquisa em Agroenergia. Desenvolvido este ano pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o centro pesquisa 17 espécies de vegetais e tem investimento previsto de R$ 36 milhões em 2007. “As experiências nessa área ainda são recentes, mas as perspectivas são animadoras”.

O ministro aproveitou a conferência para rebater as críticas de que a
produção de etanol e de biodiesel pode resultar no aumento das errubadas florestais no país. Ele explica que os investimentos em ciência e tecnologia aumentarão a produtividade, o que não comprometerá o meio ambiente. “O Brasil tem condições de ampliar a oferta sem a necessidade de desmatar um hectare”, assegurou.

Na abertura do evento, o ministro apresentou um levantamento da Embrapa que assegura a conservação dos recursos naturais no Brasil. Segundo o estudo, o país ainda tem conservados 69,5% das florestas nativas na comparação com os últimos 8 mil anos. “Na Europa, esse percentual é de 0,3% e na Ásia, de 5,6%”, comparou.

De acordo com o ministro, a produção de álcool de cana representa um
exemplo de como o Brasil está investindo em novas fontes de energia e se livrando da dependência do petróleo. Ele destacou que atualmente 40% da frota de veículos brasileiros é movida a etanol e que 80% dos carros saíram da fábrica este ano com o sistema flex, que funciona tanto com álcool quanto com gasolina.

Para ele, a adesão ao álcool de cana-de-açúcar traz benefícios à economia e ao meio ambiente. “Além de menos poluente, o álcool cria empregos no campo e é produzido de forma muito menos centralizada que o petróleo”, observou. 

Para justificar o pioneirismo do Brasil no uso do etanol, o ministro
lembrou que a história do etanol no país é anterior ao Proálcool, programa criado pelo governo na década de 70 para desenvolver a produção do álcool de cana. “Na verdade, os primeiros usos do álcool foram feitos há 100 anos, quando os carros começaram a chegar ao Brasil”, salientou. “Durante a crise da década de 30, o álcool também era largamente utilizado para substituir os combustíveis tradicionais”, acrescentou. Com informações da Agência Brasil.
 
 
 

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