Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 69,81 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 155,11 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↑ R$ 161,84 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 8,12 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 5,36 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 4,89 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 4,88 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 132,22 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 132,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 142,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 146,96 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 123,84 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 137,16 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,32 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,30 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↑ R$ 1.539,43 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.432,54 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 154,27 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 127,20 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 140,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,50 / cx
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Cargill entra com mandado para reabrir porto de Santarém

A Cargill, maior empresa de agronegócio do mundo, entrou ontem com um mandado de segurança contra o embargo de seu porto em Santarém, no Pará.

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Redação (27/03/07) – O porto foi lacrado na manhã de sábado por funcionários do Ibama sob o argumento de que a empresa estaria operando sem a apresentação do EIA-Rima, um amplo estudo de impacto ambiental exigido por lei de grandes empreendimentos no país. 

A empresa afirma ter atendido a todas as determinações feitas pelos órgãos responsáveis, como o Plano de Controle Ambiental (PAC), considerado suficiente pelo governo do Estado. Autoridades judiciais, no entanto, não partilham da mesma opinião. 

Desde 2003, com o início das operações em Santarém, uma guerra de liminares marcou o relacionamento da multinacional com o Ministério Público. No ano passado, a empresa perdeu em julgamento em primeira instância e agora aguarda uma decisão em segunda instância. Segundo a sua assessoria, a determinação que culminou com o fechamento do porto foi emitida a partir de uma liminar anterior à decisão em primeira instância, e por esta razão não tem validade. 

A Cargill ganhou no fim dos anos 90 a concessão para operar o porto, de onde escoa majoritariamente a soja do Mato Grosso – 5% do grão escoado é oriundo da própria região de Santarém. Para a empresa, a região representa uma alternativa para solucionar gargalos logísticos, como a longa distância até os portos. 

A Cargill, que movimentou em 2006 cerca de 1 milhão de toneladas de grãos no porto de Santarém, tem o próximo embarque agendado para o dia 4 de abril. Questionada sobre um plano B no caso de o embargo prosseguir, a Cargill afirma que o "foco atual é concentrar-se na questão judicial". 

Além do porto, a Cargill tem um terminal de grãos na região. 

Sérgio Mendes, diretor-executivo da Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais), discorda da decisão judicial. "Esse controle é um absurdo, estamos trabalhando contra o Brasil. Essa preocupação com o meio ambiente não deveria estar existindo com essa intensidade e falta de critério", diz. Segundo ele, o fechamento de Santarém levará a Cargill – uma de suas associadas – a recorrer aos portos de Santos, Paranaguá ou Tubarão. "Isso vai elevar o custo de transporte em US$ 25 por tonelada", calcula. 

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