Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 65,59 / kg
Soja - Indicador PR ↓ R$ 147,98 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 154,15 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 9,99 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,95 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 5,89 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,82 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,75 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 141,38 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 143,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 152,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 159,48 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 132,32 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 145,00 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,39 / kg
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,41 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.561,58 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↑ R$ 1.472,69 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 157,24 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↑ R$ 136,70 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↓ R$ 144,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↓ R$ 154,91 / cx
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Avicultores devem manter preços (CE)

O abastecimento de milho do setor, que influencia diretamente no preço, permanecerá suficiente até janeiro.

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Redação (13/11/2008)- No Ceará, assim como acontece em todo o País, os aumentos no preços dos alimentos vêm sendo tratados como vilões dos orçamentos familiares e principal causa das elevações da inflação. Porém, os produtos ligados a avicultura — ovos e frangos congelados e abatidos — não deverão sofrer aumentos significativos nos preços até o fim deste ano.

De acordo com o presidente da Associação Cearense de Avicultura (Aceav), João Jorge Reis, o abastecimento de milho do setor (insumo que influencia diretamente no preço final dos produtos) permanecerá suficiente até janeiro. “Este ano, não houve alteração no abastecimento e a perspectiva é de que o estoque de milho esteja normal no Estado”.

Sobre possíveis efeitos da crise financeira internacional na avicultura cearense, Reis afirma que o setor ainda não percebeu qualquer anormalidade. “Até o momento a crise não nos atingiu, mas não sabemos como se comportará o consumo dos nossos produtos no fim do ano. Dependemos muito de outros setores que fazem a massa salarial, que reflete no poder aquisitivo dos consumidores”, comentou.

“Trabalhamos com investimentos próprios e o nosso capital de giro vem das granjas. Quase nenhum avicultor depende recursos dos bancos. Por isso, ainda é cedo para apontar o impacto da crise no setor”, disse o presidente da Aceav.

Incentivo

Para garantir o estoque de milho sem precisar importar, uma opção dos avicultores é participar de leilões promovidos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Amanhã, acontecerá um desses leilões, onde serão negociadas 50 mil toneladas do grão, oriundas do Mato Grosso.

O destino dessa mercadoria são os estados das regiões Norte e Nordeste, exceto Rondônia, Pará, Piauí e Maranhão. Alguns avicultores cearenses já estão inscritos. “Para ajudar o produtor de milho, o governo federal custeia parte do frete, que em alguns casos, como do Mato Grosso para o Ceará, pode ser mais caro que a mercadoria. Esses leilões ocorrem há mais de 15 anos e parte do abastecimento de milho no Ceará é formado nessas negociações”.

No leilão de amanhã, por meio de Prêmios para o Escoamento de Produto (Pep), o arremate do leilão poderá ser feita por indústrias e comerciantes dos estados contemplados. O grão é fixado em preço mínimo (a saca de 60kg de milho fica em torno de R$ 11,00) e o arrematante deve comprovar que comprou de produtores cooperados e que trouxe à região de destino. Após receber a mercadoria, o comprador manda uma correspondência para a Conab, com as notas fiscais, para receber o prêmio — um abatimento no valor do frete.

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