Os produtores avaliam aumentar a produção confiando no sucesso da atividade.
Emater incentiva a criação de frango de corte na ilha de Cotijuba (PA)

Devem sair em 30 dias os primeiros resultados do projeto da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), escritório de Ananindeua, para a criação de frango de corte na ilha de Cotijuba. Desde outubro do ano passado, os técnicos acompanham as instalações físicas. No último dia 28, os pintos foram colocados para engorda. O período para abate é de apenas 42 dias.
Os produtores avaliam aumentar a produção confiando no sucesso da atividade. Segundo o zootecnista da Emater e mestre em produção animal Ricardo Barata Pereira, o projeto pioneiro na ilha foi pensado visando à produção de alimentos saudáveis e à busca por proteína animal de baixo custo. A avicultura de corte e postura, segundo ele, é uma ação rentável, devido ao elevado valor agregados dos produtos finais, somado ao fato de que se produzem aves em menores espaços, sem a necessidade de agredir tanto o meio ambiente.
“No projeto, levou-se em consideração o mercado local. Toda carne de frango colocada à venda na ilha é oriunda de Belém e comercializada com preços acima da média de mercado. Inicialmente, pensou-se na linhagem caipira devido principalmente à rusticidade, mas ao analisar-se a disponibilidade de insumos, principalmente pintinhos e ração, além do tempo de abate, optou-se por iniciar a experiência com 200 frangos brancos de corte da linhagem Cobb, em um lote misto”, explicou.
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O produtor familiar Francisco Rodrigues Souza já comemora os primeiros resultados e programa o futuro do projeto. “As expectativas são as melhores, pois na primeira semana, que sempre é a mais crítica, não morreu nenhum pintinho, e os animais estão bem desenvolvidos. Confesso que já estou pensando em alojar um segundo lote de 200 quando este primeiro estiver com 20 dias, para que não falte frango na feira e eu tenha sempre o produto à disposição”, disse.
A proposta é que a propriedade seja referência para a Emater, por meio de uma unidade de observação de tecnologias adaptáveis em avicultura de corte e postura. “O objetivo maior não é competir com a avicultura de corte dos sistemas de integração existentes, e sim que seja uma alternativa de renda atendendo um nicho de mercado no cenário da agricultura familiar local”, disse o zootecnista.
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