Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) com base no mês de agosto.
Preço da carne suína volta a baixar na região Sudeste

O preço da carne suína volta a baixar e fica estável na região Sudeste, preocupando o produtor com a relação custo benefício. Na região Sul, os preços seguem em alta devido à demanda de embarques para o exterior. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) com base no mês de agosto.
O produtor Cornélio Van Ham tem uma unidade de produção de leitões em Holambra, interior de São Paulo. São 1.000 fêmeas que geram um fluxo de 200 leitões por mês, durante todo o ano. A produção é contínua e o segundo semestre, que normalmente oferece melhor cenário, este ano trouxe preços acima dos níveis históricos nos meses de julho e agosto.
“Nos últimos dois anos nós tivemos dois tipos de coisa: baixo preço, em função de demanda de exportação e interna baixa; e o segundo, devido ao problema dos preços por causa dos preços americanos. Este ano nós estamos conquistando ma normalidade de preços de suínos”, destaca o protuor.
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Segundo o presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos (Apcs), Valdomiro Ferreira Júnior, mesmo com os preços melhores, a relação com os custos não está satisfatória para o produtor de suínos. A influência do mercado americano, que apontou para a provável queda de safra por causa da seca, fez os preços dos grãos dispararem.
“O ideal é que tivéssemos comprando o farelo da soja a R$ 900 a tonelada, e vendendo o suíno a R$ 70 a arroba. Porém, nós estamos comprando o farelo de soja por R$ 1350 a tonelada e vendendo o suíno a R$ 64. Mesmo com o preço acima da média, nós estamos com uma relação de troca em relação ao farelo de soja pior para o produtor de suíno. Isso por causa da questão americana”, salienta.
Para a analista do Cepea, Camila Ortelan, depois de três semanas em alta, os preços do suíno devem reduzir em São Paulo e Minas Gerais, onde a produção é direcionada para o mercado interno. De acordo com ela, como a maioria dos produtores é independente, negociam diretamente com o mercado, o preço deve ser sentido mais rapidamente, já nas primeiras semanas de setembro.
“Quando os preços estavam em alta, havia uma baixa oferta de animais para abate. Naquele período de quedas fortes, o produtor havia vendido para fazer caixa. Então, nas três últimas semanas, a oferta estava abaixo do ideal, o que fez o preço subir”, disse.
Segundo ela, na região Sul, os preços seguem em alta devido ao bom desempenho das exportações no mês de agosto com a retomada dos envios para a Ucrânia.





















