Diante dos preços mais elevados da carne bovina, o consumo doméstico do produto não deve crescer no Brasil neste ano.
Consumidor já resiste à alta da carne

Diante dos preços mais elevados da carne bovina, o consumo doméstico do produto não deve crescer no Brasil neste ano, aponta relatório do banco holandês Rabobank. Na avaliação da instituição, o consumidor já “parece resistir aos altos preços da carne bovina”, especialmente quando comparado ao preço das carnes concorrentes – suína e de frango.
Segundo o Rabobank, o preço elevado da carne bovina reflete a oferta mais restrita de gado para abate no país e a forte demanda externa. Para mostrar o quadro de menor oferta, o banco cita o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontou que os abates de bovinos no segundo trimestre do ano caíram pela primeira vez após dez trimestres seguidos, na comparação anual.
Para os próximos meses, o Rabobank avalia que é limitado o espaço de alta do preço da carne bovina por conta da resistência do consumidor no mercado doméstico. Além disso, a expectativa do banco é de um volume recorde de boi gordo oriundo do sistema de engorda intensiva – os chamados confinamentos.
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Mesmo que o consumidor resista à alta da carne, a matéria-prima segue em alta. Ontem, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o boi gordo no Estado de São Paulo – principal referência de preço – atingiu R$ 136,04 por arroba. Trata-se do maior patamar em termos reais desde 1994, quando o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) iniciou a série histórica. No acumulado deste ano, o boi gordo já subiu 18,5% no Estado, conforme o mesmo indicador. Não à toa, a carne foi um dos principais itens da alta do IPCA.





















