São mais de 500 parques eólicos instalados no Brasil, com cerca de 6.500 aerogeradores em funcionamento. Ao todo, eles chegam a 12,64 GW de capacidade de geração de energia
Expansão de energia eólica no país gera oportunidades de trabalho na área

Já são mais de 500 parques eólicos instalados no Brasil, com cerca de 6.500 aerogeradores em funcionamento. Ao todo, eles chegam a 12,64 GW de capacidade de geração de energia. Mas, até 2020, estima-se que essa capacidade deve saltar para 17 GW, considerando apenas os contratos para instalações de novos parques que já foram firmados em leilões já realizados e também no mercado livre.
“Uma prova de um setor que vem crescendo e, principalmente, mostrando sua maturidade ao explorar uma das fontes de energia renovável disponível no Brasil”, diz J. R. Simões Moreira, coordenador do curso Energias Renováveis, Geração Distribuída e Eficiência Energética, do Programa de Educação Continuada (PECE) da Escola Politécnica da USP. Tanto que o país subiu mais uma posição no ranking dos países com maior geração de energia eólica no mundo, ultrapassando o Canadá, chegando à oitava posição em 2017.
Para o coordenador do curso, essa expansão, além de energia limpa, gera também empregos que vão desde a produção de equipamentos e acessórios no setor industrial até empregos locais nas áreas de operação e manutenção e isso ocorre justamente nas regiões mais carentes onde estão localizados os parques eólicos, que são regiões em que os empregos são muito escassos. “É uma oportunidade que se abre para os profissionais com especialização em energias renováveis, que realmente detêm conhecimentos técnicos, operacionais e de tomada de decisão a respeito desse assunto das áreas de engenharia, tecnologia e arquitetura, entre outras”, aponta o prof. Simões.
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De acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEE), o setor já conta com mais de 180 mil postos de trabalho e, para cada MW instalado, são geradas 15 novas oportunidades.
Nas disciplinas do curso oferecido pelo PECE são abordadas questões como análise e viabilidade econômica de projetos de energia, aspectos ambientais e eficiência energética nas organizações e empreendimentos, normas e legislação e fontes limpas de energia como a eólica, solar e biomassa. O curso se encontra na sua 15ª edição desde sua origem em 2012, tendo formado cerca de 220 profissionais em nível de pós-graduação stricto sensu. “Para suprir essa demanda de mercado e para que o Brasil avance ainda mais na produção de energia elétrica limpa, é importante que haja profissionais realmente capacitados”, conclui o coordenador do curso.





















