Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) R$ 70,93 / kg
Soja - Indicador PR R$ 152,10 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) R$ 160,87 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 7,20 / kg
Suíno - Estadual SP R$ 4,83 / kg
Suíno - Estadual MG R$ 5,01 / kg
Suíno - Estadual PR R$ 4,42 / kg
Suíno - Estadual SC R$ 4,48 / kg
Suíno - Estadual RS R$ 4,53 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 141,73 / cx
Ovo Branco - Regional Branco R$ 141,81 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) R$ 154,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 154,39 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) R$ 134,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) R$ 147,74 / cx
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Frango - Indicador SP R$ 7,61 / kg
Trigo Atacado - Regional PR R$ 1.457,55 / t
Trigo Atacado - Regional RS R$ 1.355,06 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho R$ 168,21 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) R$ 134,16 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) R$ 152,11 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) R$ 162,73 / cx
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Mercado

Expansão das renováveis puxa resultado da ABB

Negócios com energias renováveis e retomada da demanda por serviços de operação estão ajudando os resultados da suíça ABB no Brasil e em toda a América.

Expansão das renováveis puxa resultado da ABB

Os negócios com energias renováveis e a retomada da demanda por serviços de operação e manutenção e também de digitalização da indústria estão ajudando os resultados da suíça ABB no Brasil e em toda a América. A expectativa da companhia é que as privatizações sendo implementadas, tanto em geração quanto em distribuição, devem ajudar a manter esse ritmo de crescimento nos próximos trimestres.

“A boa notícia é que o grupo está voltando a ter trimestres de crescimento, criando um pipeline importante de novos pedidos”, disse, em entrevista ao Valor, Rafael Paniagua, presidente da ABB no Brasil. Segundo o executivo, a companhia está otimista sobre uma retomada da atividade industrial como um todo no país, o que deve ajudar no crescimento dos investimentos.

No primeiro trimestre, as encomendas da ABB tiveram crescimento global de 6%. Nas Américas, as encomendas ficaram estáveis. A queda em outros mercados (Canadá e México) foi compensada pela atividade no Brasil, onde a expansão foi de 22%, motivada, em grande parte, pelas encomendas nos negócios de renováveis.

“Esperamos continuar esse crescimento forte ao longo de 2018”, disse Paniagua, lembrando dos leilões de energia previstos para este ano, como o A-6, que vai contratar novos projetos de geração com início de operação em seis anos, e também de transmissão, que deve “ser muito forte e trazer muitas possibilidades.”

O resultado dos primeiros três meses do ano refletiu, principalmente, o aumento dos negócios nas áreas de renováveis, principalmente fontes eólica e solar fotovoltaica. No caso da última, os projetos de geração distribuída ajudaram a aumentar as encomendas da companhia. “Grande parte dos equipamentos são produzidos em nossas fábricas no Brasil, como caixas de conexão, conectores. A ABB faz tudo, menos a placa solar”, disse Paniagua.

Além do forte crescimento com geração distribuída, a ABB conseguiu contratos como resultado dos leilões A-4 e A-6 realizados em dezembro. “Tivemos oportunidades tanto com solar quanto com eólica”, disse o presidente da ABB. Na parte eólica, a companhia se concentra nos equipamentos das subestações e das conexões dos parques com a rede.

As exportações também ajudaram as atividades brasileiras da ABB no primeiro trimestre do ano. Segundo Paniagua, as exportações representaram 20% do faturamento da ABB no Brasil no período. A companhia não informa os números de receita de cada país.

A ABB exportou equipamentos de diferentes áreas no período, com destaque para a área de energia e do setor de robótica, com foco em aplicações no segmento automotivo. “As exportações vão para a América do Sul, em geral. E, durante o primeiro trimestre, tivemos também sucesso em exportações para a América do Norte”, disse o presidente da companhia no Brasil.

A área de serviços foi o terceiro setor que mais cresceu no Brasil no período. Segundo Paniagua, a companhia notou uma forte retomada na indústria no trimestre, principalmente manutenções que tinham sido adiadas, e linhas de produção que estava operando abaixo da capacidade máxima.

O setor de soluções digitais ainda está começando no país, com volume de vendas não muito representativo, mas Paniagua prevê que a digitalização vá avançar também nos próximos anos.

As privatizações devem oferecer oportunidades para a companhia. “Temos muitas expectativas nas distribuidoras que serão privatizadas”, disse, se referindo às concessionárias da Eletrobras que devem ser licitadas até o fim de julho. Na área de geração, as concessões que serão devolvidas e posteriormente relicitadas também devem movimentar o mercado. “Há uma expectativa boa de renovação dos investidores, tanto em geração quanto em distribuição”, afirmou.

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