Pesquisadores do Cepea destacam que essa situação tem sido observada desde a segunda quinzena de maio
Diminuição do poder de compra afeta suinocultores paulistas em junho

Os suinocultores do estado de São Paulo estão enfrentando uma redução no poder de compra neste mês de junho. De acordo com especialistas do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os principais insumos utilizados na atividade, como milho e farelo de soja, têm apresentado desvalorização ao longo do mês. No entanto, as quedas nos preços do suíno vivo são ainda mais acentuadas.
Pesquisadores do Cepea destacam que essa situação tem sido observada desde a segunda quinzena de maio e é resultado do aumento na oferta de animais prontos para abate, especialmente nas regiões produtoras do Sul do país.
A desvalorização dos insumos agrícolas é uma notícia positiva para os suinocultores, pois reduz os custos de produção. No entanto, a intensa queda nos preços do suíno vivo tem impactado negativamente os ganhos dos produtores, diminuindo sua margem de lucro.
Leia também no Agrimídia:
- •Cuiabá sedia simpósio para discutir custos, inovação e sanidade na suinocultura
- •Professor da UPF conquista reconhecimento internacional no maior congresso mundial de suinocultura
- •Carne suína primária cresce no varejo britânico apesar da queda no consumo total
- •Processamento de soja no Brasil deve crescer em 2026 impulsionado pela demanda interna
O excesso de oferta de suínos prontos para abate é o principal fator que tem pressionado os preços para baixo. Com um número elevado de animais disponíveis no mercado, a demanda não tem sido suficiente para absorver toda a produção, resultando em uma queda nos preços.
Diante desse cenário, os suinocultores paulistas enfrentam um desafio adicional para manter sua rentabilidade. É importante que busquem estratégias para lidar com a concorrência acirrada e o cenário de preços mais baixos. A busca por eficiência na produção e a diversificação dos canais de comercialização podem ser alternativas para mitigar os impactos negativos e garantir a sustentabilidade do setor.























