Preços do suíno vivo alcançam novas máximas e demanda continua alta

Os preços do suíno vivo seguem em alta e renovaram as máximas nominais na série histórica do Cepea, com os valores em termos reais chegando aos maiores patamares desde 2020. De acordo com os pesquisadores do Cepea, a elevação nos preços é impulsionada pela alta liquidez no mercado de carne, que tem levado frigoríficos a intensificarem a busca por lotes de suínos para o abate.
A crescente demanda doméstica também é fortalecida pelos elevados preços da carne bovina, tornando a carne suína uma alternativa mais acessível para o consumidor brasileiro. Além disso, o setor enfrenta uma baixa disponibilidade de suínos no mercado interno, cenário que é ainda mais pressionado pelo forte desempenho das exportações. Em outubro, foram embarcadas 129,7 mil toneladas de carne suína (entre produtos in natura e industrializados), o segundo maior volume já registrado pela Secex, atrás apenas do volume exportado em julho deste ano.
Esse contexto reflete o aquecimento do setor suinícola, impulsionado tanto pela demanda interna quanto pelas exportações, que seguem em ritmo acelerado e colaboram para manter os preços do suíno vivo em alta.
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