Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,45 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,17 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 125,93 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 8,81 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 5,56 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 5,67 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 5,27 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 5,18 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 5,42 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 156,60 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 156,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 174,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 178,89 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 148,58 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,80 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,36 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.339,61 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.227,34 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 180,12 / cx
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Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 165,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 179,88 / cx
Nutrição

Utilização de enzimas

Artigo “Um Conceito Moderno e Aplicado em Nutrição de Aves e Suínos” aborda a utilização de enzimas na otimização do aproveitamento de nutrientes.

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Utilização de enzimas

A busca incessante por redução nos custos de produção e melhorias nos índices zootécnicos pelos gestores de empreendimentos avícolas e suinícolas vem de encontro aos resultados de pesquisa consolidados no que tange ao uso de enzimas na formulação de rações.

A utilização corriqueira de enzimas no Brasil deve-se, principalmente, à eficácia comprovada das fitases ao longo dos anos, enzimas estas que melhoram o aproveitamento do fósforo de origem vegetal (fitato), contribuindo significativamente com a redução nos custos das rações, reduzem a utilização de fosfatos (fontes não-renováveis e de alto custo) e também reduzem a excreção deste elemento no ambiente (potencialmente tóxico em regiões com explorações intensivas) e possibilitam um melhor controle no uso de farinhas de origem animal (alta variabilidade e preços instáveis).

A base da utilização de enzimas na formulação de rações está na otimização do aproveitamento de nutrientes e energia, pela hidrólise de substratos que normalmente não são digeridos ou prejudicam a digestão e absorção dos nutrientes potencialmente aproveitáveis por estes animais. Neste contexto, discute-se a melhoria do aproveitamento da energia e aminoácidos das dietas pela hidrólise dos polissacarídeos não-amídicos solúveis (PNA’s). Estes compostos, mesmo quando presentes em pequenas quantidades relativas (dietas milho-farelo de soja tidas como de baixa viscosidade) aumentam a viscosidade intestinal, adsorvem água e formam géis impedindo a “ação” de enzimas endógenas (trato digestório) e por conseqüência podem afetar negativamente a digestão e aproveitamento de amido, aminoácidos e lipídeos. Alguns destes PNA’s após sua hidrólise, podem ser convertidos para produtos aproveitados pelo organismo (p. ex.: galactosídeos→galactose→glicose), outros deles, perdem a capacidade de aumentar a viscosidade, assim sendo a utilização de enzimas chamadas comumente de PNAses ou carboidrases auxiliam a digestão/absorção e metabolismo por anular de forma direta ou indireta o efeito negativo dos PNA’s.

O uso destes conceitos foi ampliado para outros nutrientes (substratos) que, apesar de terem bom aproveitamento, ainda deixam uma lacuna passível de utilização das enzimas “exógenas”. Entre estes substratos destacam-se o amido e proteínas. Em relação ao amido discute-se que apesar do seu alto aproveitamento em situações específicas o uso de amilases potencializam sua utilização (rações finais com alta concentração de amido, relação amilose/amilopectina, diferentes híbridos e processamento do milho). No que tange às proteínas, apesar da alta digestibilidade relativa dos aminoácidos essenciais (geralmente acima de 90%), a retenção de nitrogênio é tida como baixa (55-70%), dessa forma pesquisas recentes têm demonstrado uso eficiente de proteases em rações à base de milho, farelo de soja e farinhas de origem animal na melhoria do aproveitamento dos aminoácidos.

Ainda permanecem desafios para a pesquisa, principalmente o estabelecimento de estratégias concretas com a utilização conjunta de várias espécies de enzimas, com conceitos teóricos embasados em resultados e explicações fisiológicas factíveis, visto que o melhoramento genético intenso aumenta ano após ano a capacidade e aproveitamento de nutrientes e por conseqüência a eficiência alimentar de aves e suínos, adequações regionais nos níveis nutricionais, visto que, margens de segurança e variabilidade nos ingredientes (composição e matrizes nutricionais) torna às vezes impraticável o uso do conceito de enzimas, possibilidade de recuperação/padronização da atividade (“potência”) de todas enzimas quando presentes nas rações (diluídas), possibilitando ajustes em dose-resposta e auxílio para formação de hipóteses.

Durante anos de pesquisas, há que se ressaltar, a intensa evolução biotecnológica dos laboratórios que produzem/desenvolvem/especificam e melhoram (estabilidade) produtos (enzimas) comerciais.

Por fim, considera-se o uso de enzimas uma ferramenta extremamente importante nos dias atuais, pois os custos com alimentação são responsáveis em média com 70% dos custos de produção e sua otimização implicará necessariamente em redução nos custos por unidade de ganho. Atualmente a preocupação com resíduos excretados para o ambiente é uma realidade e em pouco tempo também irá compor o custo de produção  e finalmente, as duas principais culturas agronômicas de interesse na cadeia aves e suínos estarão envolvidas direta ou indiretamente no cenário de produção de energia, ou seja, o custo energético (maior componente) em rações tende a sofrer mudanças e consequentemente a busca por alternativas já é e será ainda mais freqüente. O melhor aproveitamento de nutrientes e principalmente da energia dos ingredientes possibilitará a inclusão das enzimas nas matrizes de formulação com maior facilidade. O conhecimento binômio enzima-substrato e suas relações, aliado a aspectos econômicos serão as formas mais coerentes de utilização deste aditivo em dietas avícolas. 

Zoot. D.Sc. Jerônimo A.G. Brito (P&D – Depto. Técnico –  Uniquímica)

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