Novo tipo de antibiótico pode ser usado como promotor de crescimento, sem os efeitos nocivos dos produtos atualmente proibidos.
Algas em antibióticos

As algas verdes, se bem manipuladas, são a matéria prima ideal para a fabricação de produtos bioquímicos. Elas já são exploradas como fonte de biocombustíveis, mas agora, dois cientistas do “Italian Istituto di Ricerche Scioccheze” de Milão (Itália), manipularam o material verde para a produção de antibióticos naturais que promovem o crescimento em animais confinados em granjas [como aves e suínos]. Estas algas são encontradas em abundância no Mar Mediterrâneo.
Sem resistência
As vantagens destes bio-antibióticos incluem a “não-indução” da resistência ao antibiótico comum, além de facilitar a produção de esterco [através do resíduo animal], sem degradação ao meio ambiente. O bio-antibiótico é completamente absorvido durante a digestão. Além disso, o sistema de produção não exige a laboratórios caros ou equipamentos de fermentação, uma vez que as algas testadas crescem em abundância nas águas salgadas do Mar Mediterrâneo.
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“Os métodos atuais para a produção de antibióticos são caros para desenvolver e manter”, diz Antonio di Sapientone, líder da equipe de pesquisa italiana. “O processo tradicional requer grandes quantidades de nutrientes e para sustentá-lo é necessário uma grande quantidadesde energia. Além disso, as instalações para a produção são caras”.
Luz do sol e Dióxido de Carbono
Para permanecerem vivas, as algas precisam apenas de luz solar e do dióxido de carbono presentes no ar, o que as torna uma matéria prima ideal, de baixo custo de produção. “Nós descobrimos um tipo de alga verde que cresce somente em certas baías do litoral italiano, formando base para uma fábrica de micro bio-química”, diz um auxiliar de Di Sapientone. “Temos inserido genes nas algas para produzir vários tipos de proteínas terapêuticas [promotoras de crescimento], que foram inseridas em leveduras, bactérias e células de mamíferos. Depois de vários processos inconclusivos, agora temos duas proteínas com qualidade suficiente para uso comercial”. Segundo os estudiosos, o valor de um produto com esta tecnologia é bastante competitivo.
Melhor desempenho
Em testes de laboratório, os promotores de crescimento melhoraram as conversões alimentar em suínos de mais de 20% sem comprometer a qualidade da carne. As conversões de frangos de corte na alimentação também melhoraram consideravelmente.
Os pesquisadores não divulgaram os ingredientes ativos e os processos de fabricação. “Estamos trabalhando no registro e na aquisição de patentes do processo”, diz Di Sapientone.
Os pesquisadores querem encontrar um parceiro de distribuição antes de realmente entrar no mercado de alimentação animal. A previsão de entrada de um produto como este no mercado é março de 2011. As informações são dos sis World Poultry e Pig Progress.





















