Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,23 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,22 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,21 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,69 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,51 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,74 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 178,33 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 186,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 201,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 210,75 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 168,74 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 195,04 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,06 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,10 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.203,09 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.085,53 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 201,03 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 178,26 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 158,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 170,55 / cx
Nutrição Animal

“Iogurte” é a nova opção para suprir dietas de leitões

Numa leitegada grande, a matriz suína pode ter dificuldades em alimentar cada animal. Para compensar este déficit, faz-se necessário a complementação da alimentação dos leitões. O uso de iogurte pode ser implementado.

Compartilhar essa notícia

Geralmente o produtor acaba avaliando como resultados positivos da granja a prolificidade da porca, através do número de leitões. A busca é por garantir uma quantidade sempre maior a cada leitegada.

No entanto, a partir do nascimento, um novo desafio se inicia, para garantir o desenvolvimento sadio dos leitões. O primeiro impasse surge com o fato que a produção de leite das matrizes nem sempre pode ser considerada satisfatória para alimentar todos os nascidos vivos. É preciso verificar se a produção total de leite da porca dividida pelo número de leitões da leitegada oferece volume disponível de leite ideal para nutrir.

Um outro aspecto, apontado pelo gerente da Sloten/Trouw Nutrition Brasil/Nutreco, o médico veterinário Ton Kramer,  é que com leitegadas maiores, o desgaste das fêmeas também é maior. “Assim, se elas não forem bem nutridas, a perda de condição corporal é maior e também pode comprometer sua produção de leite”, relata. Ele observa que o primeiro fator determinante para a produção de leite, é o potencial genético da fêmea. Ainda há o período de lactação, mas a capacidade de ingestão de alimentos é o principal influenciador quando se considera a lactação em si. “Fêmeas que se alimentam adequadamente são melhor nutridas e, assim, produzem mais leite”, justifica o profissional. E neste raciocínio que ele faz um alerta: “Por questões fisiológicas, temperaturas mais altas diminuem o consumo de alimentos e, por consequência, a produção de leite”, expõe.

Suplementação

Tendo em vista, então, que há possibilidades da matriz não conseguir produzir leite o bastante quando há uma grande leitegada, os leitões que não forem bem alimentados não conseguem manifestar todo o seu potencial genético de crescimento e ga-nho de peso. Assim, explica Kramer, para compensar este déficit, faz-se necessário a complementação da alimentação dos leitões. “O início da suplementação alimentar dos leitões depende da estratégia utilizada. Quanto mais precocemente os leitões estiverem adaptados ao alimento complementar, maior será o desenvolvimento e ganho de peso”, informa.

Para o gerente de vendas, considerando que as leitegadas estão maiores ao longo dos anos, podemos definir que a suplementação alimentar dos leitões será sempre necessária, especialmente em granjas em que se busca o máximo desempenho da produção. Segundo ele, com a suplementação alimentar da leitegada, possibilita-se aproveitar melhor o potencial genético de crescimento dos leitões, bem como aumentar a viabilidade da leitegada.

O uso do iogurte para os “pequenos”

Ton Kramer explica que as características do produto semelhante ao iogurte fornecido aos leitões favorecem o maior consumo de matéria-seca quando comparado com uma ração ou um sucedâneo lácteo. “Este maior consumo de ingredientes de alta digestibilidade favorece o melhor desenvolvimento e viabilidade dos leitões e da leitegada”, menciona.

Conforme Ton Kramer, o consumo do “iogurte” deve iniciar logo após a ingestão do colostro, ou seja, já no segundo dia de vida. O fornecimento deve ser feito semi-ad libitum (ou quase à vontade), duas vezes ao dia, sendo que uma vez por dia os leitões por si só deverão limpar o comedouro. Seguindo especificações de produto da Sloten, o primeiro tratamento se oferece em torno de 120 ml/leitegada, para que os leitões “conheçam” o produto. Ao longo dos dias o volume vai sendo aumentado até em torno de 1,5 l/tratamento/leitegada aos 14 dias. Aos 14 dias introduz-se a ração pré-inicial em concomitância ao iogurte. “A suplementação com iogurte melhora a transição entre a alimentação líquida e a alimentação sólida, o consumo de matéria-seca pelos leitões é maior no período pré-desmame. Isto favorece o desenvolvimento e a viabilidade dos leitões, e este benefício persiste após o desmame”, garante o médico veterinário, que adverte que os iogurtes devem ser fornecidos como uma alimentação suplementar, não substituindo o leite da porca.

Vantagens

De acordo com o profissional da Sloten/Trouw Nutrition Brasil, com o fornecimento de iogurte a partir do primeiro dia, os leitões tem um maior consumo de matéria-seca. Como consequência, os leitões têm uma transição mais suave para a alimentação sólida, facilitando e incrementando o consumo de rações. Ele cita, ainda, que o ganho de peso diário é também incrementado, há maior viabilidade dos leitões e, assim, mais leitões desmamados, mais pesados e em uma leitegada mais homogênea. “Além disso, como todos os leitões são mantidos com a mãe, sem necessidade de remistura, há um ganho sanitário, possibilitando também redução na mortalidade”, conclui.

Mais lidas
Cotação
Fonte CEPEA
  • Milho - Indicador
    Campinas (SP)
    R$ 70,23
    kg
  • Soja - Indicador
    PR
    R$ 121,22
    kg
  • Soja - Indicador
    Porto de Paranaguá (PR)
    R$ 128,21
    kg
  • Suíno Carcaça - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 10,21
    kg
  • Suíno - Estadual
    SP
    R$ 6,96
    kg
  • Suíno - Estadual
    MG
    R$ 6,76
    kg
  • Suíno - Estadual
    PR
    R$ 6,69
    kg
  • Suíno - Estadual
    SC
    R$ 6,51
    kg
  • Suíno - Estadual
    RS
    R$ 6,74
    kg
  • Ovo Branco - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 178,33
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Branco
    R$ 186,47
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Grande São Paulo (SP)
    R$ 201,13
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 210,75
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 168,74
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Bastos (SP)
    R$ 195,04
    cx
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,06
    kg
  • Frango - Indicador
    SP
    R$ 7,10
    kg
  • Trigo Atacado - Regional
    PR
    R$ 1.203,09
    t
  • Trigo Atacado - Regional
    RS
    R$ 1.085,53
    t
  • Ovo Vermelho - Regional
    Vermelho
    R$ 201,03
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Santa Maria do Jetibá (ES)
    R$ 178,26
    cx
  • Ovo Branco - Regional
    Recife (PE)
    R$ 158,13
    cx
  • Ovo Vermelho - Regional
    Recife (PE)
    R$ 170,55
    cx

Relacionados

SUINOCULTURA 328
Anuário AI – Edição 1342
Anuário SI – Edição 327
SI – Edição 326
AI – 1341