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Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 70,23 / kg
Soja - Indicador PRR$ 121,22 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,21 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
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Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 178,33 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 186,47 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 201,13 / cx
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Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 168,74 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 195,04 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,06 / kg
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Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.203,09 / t
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Sanidade

Especialistas alertam para alto índice de contaminação dos grãos utilizados na alimentação animal

Dentre as diversas micotoxinas existentes, a fumonisina (FUM) é uma das mais incidentes no mundo todo. Na América do Sul, sua incidência chega a 67%.

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Especialistas alertam para alto índice de contaminação dos grãos utilizados na alimentação animal

Especialistas alertam para alto índice de contaminação dos grãos utilizados na alimentação animalDentre as diversas micotoxinas existentes, a fumonisina (FUM) é uma das mais incidentes no mundo todo. Na América do Sul, sua incidência chega a 67%. “No entanto, os problemas causados por ela são, muitas vezes, subestimados”, afirma o diretor regional de marketing da Biomin, Guilherme Borchardt Neto.

Micotoxinas são substâncias químicas tóxicas produzidas por fungos presentes nas matérias primas usualmente utilizadas na ração animal. Introduzidos na ração, causam efeitos tóxicos que podem trazer prejuízos ao desempenho e saúde dos animais. Uma das micotoxinas com importante impacto na suinocultura são as fumonisinas (FUM). Os efeitos negativos, medidos muitas vezes só no abatedouro, pesam no custo de produção, mas é preciso diagnóstico para entender a origem da contaminação, proveniente da baixa qualidade dos ingredientes.

Devido ao clima tropical e subtropical do Brasil as fumonisinas estão presentes em boa parte dos grãos utilizados na nutrição animal, com altos níveis de contaminação. O médico veterinário e gerente técnico da Biomin, Alexandro Marchioro destaca que, das matérias-primas nacionais utilizadas para ração analisadas pela empresa no período 2013/2014, 91% apresentaram fumonisinas. “Este levantamento demonstra claramente o grande risco de intoxicação para os animais, especialmente os suínos, muito susceptíveis a ela”, complementa o médico veterinário e gerente técnico da Biomin Vladimir Borges.
 
Reflexos das fumonisinas em suínos

Os problemas causados pelas fumonisinas nos suínos vão da granja ao abate. Primeiro, causam edema pulmonar, imunossupressão, efeitos hepatotóxico, queda de palatabilidade e redução na digestibilidade de alguns nutrientes. Além disso, os animais expostos a fumonisinas ficam bem mais susceptíveis a patógenos como E. coli, Pasteurella multocida, Bordetella bronchiseptica, Salmonella typhimurium. No abate, ocorre a variabilidade da qualidade da carcaça.

“Trabalhos demonstram ainda que a presença das FUM na ração aumenta a gravidade de problemas respiratórios causados pela Pasteurella multocida. “Está demostranstrado um aumento na frequência de tosse e, consequentemente, de problemas respiratórios como a pneumonia. Acreditamos que isso

Tratamento

Conforme Borges, os programas vacinais ou terapêuticos podem apresentar baixa eficácia devido a imunussupresão. A utilização de adsorventes de base mineral em dietas contaminadas é hoje o método mais usual para o tratamento contra a fumonisina. “A adsorção é um método eficiente para a aflatoxina, mas bem menos eficiente no controle de outras micotoxinas, como a tricotecenos, zearalenona e fumonisina”, destaca Marchioro.

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