A medida representa uma mudança radical na forma de trabalho das empresas registradas na inspeção estadual.
Portaria da Seapa altera controle na indústria de alimentos de origem animal no RS
Redação (08/11/2007)- As empresas gaúchas inscritas na Coordenadoria de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Cispoa) deverão cumprir com as normas de boas práticas de fabricação estabelecidas pelo Ministério da Agricultura (Mapa). A nova determinação da Secretaria da Agricultura (Seapa) está publicada na portaria nO 267/2007, válida para estabelecimentos elaboradores de alimentos de origem animal. Entre os objetivos está ampliar o controle sobre os laticínios. A coordenadora da Cispoa, Deise Henckel, afirmou que a medida representa uma mudança radical na forma de trabalho das empresas registradas na inspeção estadual, que terão de estabelecer critérios que envolvem desde a seleção do fornecedor de matéria-prima até a refrigeração dos caminhões que levam o produto final ao consumidor. Contudo, a definição de como as normas serão implementadas ficará a cargo das próprias empresas, através de um manual. "Caberá à fiscalização apenas conferir se as ações previstas nesses planos foram implantadas." Conforme o coordenador da Câmara Setorial do Leite e do Programa Estadual para o Desenvolvimento do Setor Lácteo do RS (Prodelact), Darcy Bitencourt, o Mapa já previa a aplicação das normas na portaria nO 368/1997. "Mas o Estado não tinha uma ação mais específica." Para a coordenadora da Cispoa, "essa é uma forma de corrigir a visão distorcida de que se há algum problema na fabricação, é porque a inspeção falhou." Deise ressaltou que as 390 empresas em atividade registradas na Cispoa têm prazo de um ano para implementar o plano de boas práticas e as novas indústrias, de dois meses. Ela assinalou que a auditoria poderá ser feita antes do prazo de um ano, a pedido do estabelecimento, e que o planejamento deverá ser encaminhado com antecedência à inspeção. No RS, há cerca de cem indústrias de lácteos, onde os treinamentos iniciarão em 2008. O prazo para o monitoramento da qualidade do leite é 2016. O diretor do Sindilat, Darlan Palharini, afirmou que a ação fortalece o controle e é um avanço rumo ao mercado internacional.Leia também no Agrimídia:





















