O biocombustível é produzido a partir da decomposição de lixo, esgoto, esterco e outros tipos de matéria orgânica.
Senadores pedem avanço do biogás no Brasil

Senadores e especialistas defenderam que grandes e pequenas cidades invistam no biogás, biocombustível produzido a partir da decomposição de lixo, esgoto, esterco e outros tipos de matéria orgânica.
O tema foi abordado ontem numa audiência realizada pela Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) sobre a política nacional de biogás.
João Capiberibe (PSB-AP) disse que uma das vantagens do biogás é poder ser gerado e usado em pequena escala. “Até hoje temos um percentual elevado de brasileiros que não chegaram a usufruir da energia elétrica. Com uma política voltada para essas áreas, podemos levar esse benefício da vida moderna a custo baixo”.
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Tomás Correia (PMDB-RO) citou exemplos de biodigestores existentes em pequenas propriedades rurais, onde o gás gerado do esterco é usado na iluminação doméstica ou como gás de cozinha.
Thais de Oliveira, da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente, destacou a produção de biogás em grande escala, como ocorre nos aterros criados a partir de lixões. Segundo ela, 51% do lixo das cidades é orgânico.
Roberto Meira Júnior, do Ministério de Minas e Energia, ressalvou que o aproveitamento dos lixões ainda esbarra no elevado custo de geração, em torno de R$ 300 por megawatt/hora. Capiberibe relativizou esse dado. Segundo ele, a única opção energética em localidades isoladas é o diesel, que chega a custar R$ 500 por megawatt/hora.





















