Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP) ↓ R$ 64,34 / kg
Soja - Indicador PR ↑ R$ 148,34 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR) ↓ R$ 153,40 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP) ↑ R$ 10,38 / kg
Suíno - Estadual SP ↑ R$ 6,93 / kg
Suíno - Estadual MG ↑ R$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual PR ↑ R$ 6,00 / kg
Suíno - Estadual SC ↑ R$ 5,96 / kg
Suíno - Estadual RS ↑ R$ 5,92 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 135,42 / cx
Ovo Branco - Regional Branco ↓ R$ 136,83 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP) ↓ R$ 148,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↓ R$ 152,18 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP) ↑ R$ 127,53 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP) ↓ R$ 139,67 / cx
Frango - Indicador SP ↑ R$ 8,49 / kg
Frango - Indicador SP ↓ R$ 8,50 / kg
Trigo Atacado - Regional PR ↓ R$ 1.563,34 / t
Trigo Atacado - Regional RS ↓ R$ 1.475,23 / t
Ovo Vermelho - Regional Vermelho ↑ R$ 153,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES) ↓ R$ 130,28 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE) ↑ R$ 140,00 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE) ↑ R$ 150,47 / cx
Destaque Todas Páginas
P&D

Brasil e Alemanha: Cana atrai pesquisas em bioeconomia

“A biotecnologia industrial não representa uma oportunidade de negócio apenas para a Alemanha. Ela representa uma tendência mundial e exige uma abordagem global, para aproveitar as diferentes potencialidades dos países”.

Compartilhar essa notícia
Brasil e Alemanha: Cana atrai pesquisas em bioeconomia

O Brasil é líder em processamento de recursos biológicos no mundo, como a utilização da cana-de-açúcar para produção de açúcar e etanol, além do bagaço para a produção de energia e da vinhaça como fertilizante, e em desenvolvimento de biomateriais, biocombustíveis e biogás. Já a Alemanha é uma das maiores produtoras mundiais de biodiesel e se destaca no desenvolvimento de biomateriais. Dessa forma, os dois países apresentam muitas oportunidades de sinergias em pesquisa e desenvolvimento em bioeconomia (o conjunto de setores econômicos que utilizam recursos biológicos em seus processos produtivos) para serem exploradas.  A A avaliação foi feita por Manfred Kircher, presidente do Conselho Consultivo do Cluster Industrielle Biotechnologie (Clib2021) na abertura do German-Brazilian Bioeconomy Forum no dia 21 de maio, na Fapesp.

O Cluster reúne empresas de pequeno, médio e grande porte, universidades e instituições de pesquisa alemãs e outros países, com o objetivo de discutir os principais desafios na produção de alimentos, agricultura sustentável e conversão e processamento de biomassa para fabricação de produtos de base biotecnológica no Brasil e na Alemanha.

Segundo Kircher, algumas das áreas de interesse comum que podem ser mais exploradas pelo Brasil e Alemanha em projetos colaborativos de pesquisa em biotecnologia são a farmacêutica, a cosmética, de embalagem e energia, entre outras.

“As principais matérias-primas de origem biológica utilizadas pelas indústrias químicas alemãs hoje são, majoritariamente, óleos vegetais, seguidos pelo gás natural e carvão, em menor proporção. Mas as biorrefinarias existentes no país europeu já tentam utilizar a biomassa lignocelulósica encontrada em resíduos agrícolas para obter produtos químicos”, explica.

Cases de sucesso

Em março de 2013, uma startup sediada na Alemanha anunciou o desenvolvimento de um bioprocesso para a produção de ácido láctico – utilizado como acidulante e regulador de pH, por exemplo – a partir de miscanto, uma gramínea comum em regiões de clima subtropical na Ásia e na África. E em julho de 2013 a indústria química alemã Evonik iniciou a operação de uma planta-piloto no país europeu para a produção de um ácido aminoláurico em base biológica que substitui o laurel-lactama – produto à base de petróleo – na fabricação de plásticos de alta performance e produz um composto idêntico à resina termoplástica poliamida 12.

“No longo prazo, esse novo produto também tem potencial para complementar a produção de poliamida 12 à base de butadieno [composto químico usado na produção de borracha sintética]”, indicou Kircher.

Do lado do Brasil, o especialista alemão destacou o acordo assinado pela fabricante sueca de embalagens Tetra Pak com a empresa petroquímica brasileira Braskem para fabricar suas embalagens no Brasil à base de polietileno de baixa densidade (LDPE). Durante o projeto-piloto, a empresa pretende produzir aproximadamente 13 bilhões de toneladas de embalagens com 82% do material, fabricado por meio da conversão do etileno da cana-de-açúcar com polietileno de baixa densidade.

“A biotecnologia industrial não representa uma oportunidade de negócio apenas para a Alemanha. Ela representa uma tendência mundial e exige uma abordagem global, para aproveitar as diferentes potencialidades dos países”, revela.

Assuntos Relacionados Brasil
Mais lidas

Relacionados

SI – edição 331
AI – 1345
SI- edição 330
AI – Edição 1344
SI – Edição 329