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“Status sanitário de SC é invejável”, diz Lanznaster

Presidente da Aurora ressalta que reconhecimento internacional possibilita abertura de novos mercados.

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“Status sanitário de SC é invejável”, diz Lanznaster

“O atual status sanitário de Santa Catarina é invejável no País”, realça o presidente da Cooperativa Central Aurora Alimentos e diretor de agronegócio da FIESC, Mário Lanznaster, ao analisar o reconhecimento internacional dos Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul como zonas livres da peste suína clássica, oficializado nesta quinta-feira (28) durante a 83ª Sessão Geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em Paris (França).
De acordo com o líder do agronegócio catarinense, Santa Catarina usufrui de área livre de febre aftosa sem vacinação, reconhecido em 2007, e começa a ser beneficiado com a certificação de livre de peste suína clássica. “Esse reconhecimento é consequência do avanço no status sanitário do Estado, que precisa e almeja melhoria constante, para ampliar as exportações da carne suína brasileira”, complementou.
A certificação de área livre de peste suína clássica foi possível, segundo Lanznaster, em função de um trabalho conjunto dos Governos Federal e Estadual, produtores e agroindústrias. “Atualmente, toda a produção de carne suína é controlada, desde o nascimento dos animais, alimentação, bem-estar e aplicação de vacinas, com a comprovação de documentos e o trabalho de rastreabilidade realizado pelo frigorífico”, explicou.
Para Lanznaster, o status representa um importante diferencial na conquista de novos mercados para o produto catarinense. “Abrimos o leque de alternativas e oportunidades para comercializar a carne suína, com a comprovação de uma origem adequada”, complementou.
Santa Catarina e Rio Grande do Sul foram os dois únicos Estados brasileiros a receberam a certificação internacional da OIE. Contudo, o Estado catarinense possui a certificação de livre de aftosa sem vacinação (único no Brasil), o que lhe permite exportar para Japão, Estados Unidos e Chile, que são países que estão no mesmo patamar de status sanitário. “Paraná tentou a certificação, mas faltaram alguns documentos. Torcemos para que os dois Estados vizinhos cheguem neste patamar e sejam reconhecidos pela OIE para conseguirmos formar no sul do País um circuito interestadual de sanidade exemplar”, antecipou.

PRODUÇÃO CATARINENSE
O Estado é o maior produtor e exportador nacional de carne suína, conta com 10 mil criadores integrados às agroindústrias e independentes e produz aproximadamente 850 mil toneladas de carne suína por ano.
Com um rebanho estimado em 7,9 milhões de cabeças, Santa Catarina é responsável por cerca de 35% das exportações brasileiras. Em 2014, foram exportadas 159 mil toneladas de carne in natura, no valor de US$ 548 milhões. Os principais destinados, no ano passado, foram Rússia, Hong Kong, Angola, Singapura, Chile, Japão, Uruguai e Argentina. Santa Catarina exporta para mais de 70 países. 

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