França intensifica medidas no combate à Influenza Aviária com sua segunda campanha

A França iniciará uma segunda campanha de vacinação contra a gripe aviária para patos de criação em outubro, seguindo o sucesso da primeira campanha do ano passado, conforme anunciado pelo ministro da Agricultura, Marc Fesneau. A decisão vem após a detecção recente da doença em uma granja avícola, a primeira ocorrência desde janeiro, com a expectativa de um pico sazonal no outono e inverno.
A gripe aviária, conhecida por sua severidade e impacto devastador sobre rebanhos avícolas globalmente, também apresentou evidências de transmissão a outras espécies, como vacas leiteiras e trabalhadores de fazendas, especialmente nos Estados Unidos.
Detalhes da Campanha de Vacinação
Leia também no Agrimídia:
- •Exportações de soja do Brasil podem chegar a 110 milhões de toneladas na safra 2026/27
- •Temporais ameaçam o Sul enquanto seca severa atinge o interior do país
- •Safra europeia de grãos perde € 2 bilhões para o calor e será a menor desde 2018
- •Halipar amplia para 45% o uso de ovos cage-free em suas redes de alimentação
O governo francês encomendou quase 68 milhões de doses de vacinas da Ceva Santé Animale e da Boehringer Ingelheim para a nova campanha. A primeira fase de vacinação no ano passado cobriu cerca de 50 milhões de patos, e o custo total do segundo programa será semelhante aos 100 milhões de euros investidos anteriormente. Contudo, a contribuição governamental será reduzida para 70%, com a intenção de transferir gradualmente o custo para o setor avícola.
Outras Campanhas de Vacinação
Além da gripe aviária, a França está preparando campanhas de vacinação para combater a língua azul e a doença hemorrágica epizoótica (DHE). O governo está fornecendo vacinas contra a língua azul gratuitamente para fazendas de ovelhas e gado, após a identificação de uma nova variante da doença no nordeste do país, com 41 surtos registrados até 14 de agosto.
A campanha contra a língua azul começou na semana passada, enquanto a vacina para a DHE, que gerou protestos entre fazendeiros franceses no início do ano, estará disponível em breve. A doença continua a se espalhar pelo sudoeste da França, onde milhares de casos foram confirmados.























