A Comissão Técnica da OIE (Organização Internacional de Saúde Animal) aprovou hoje, em Paris, o reconhecimento de Santa Catarina como área livre de aftosa sem vacinação.
Comissão técnica da OIE reconhece SC como área livre de aftosa sem vacinação
Redação (23/02/07) – A decisão acaba de ser comunicada pelo presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Corte, Antenor Nogueira, ao presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedrozo.
A decisão técnica será homologada na assembléia geral da OIE convocada para o dia 25 de maio, na capital francesa, onde se reúne anualmente aquele organismo internacional.
Na prática, o estado já desfruta dessa condição, mas a falta da chancela da instituição mundial causa prejuízos à economia catarinense, assevera Pedrozo.
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O estado está há 14 anos sem ocorrência de aftosa e há seis anos sem vacinação, configurando um status sanitário único no Brasil, assinala o dirigente. Desde 2002 a Faesc propunha ao Ministério da Agricultura a manutenção do Circuito Pecuário Sul com diferenciação de status sanitário: Santa Catarina seria declarada área livre de aftosa sem vacinação e, o Rio Grande do Sul, área livre com vacinação.
Agora, a proposta foi defendida na Comissão Técnica pelo Ministério da Agricultura, a única instituição com voz e voto na Organização Internacional de Saúde Animal. O presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo, explica que a proposta tem o mérito de preservar o circuito Sul e, ao mesmo tempo, reconhecer a privilegiada condição catarinense.
Nosso Estado tornou-se uma ilha de sanidade no Brasil, demonstrando possuir um dos mais confiáveis sistemas sanitários do país. Essa condição resultou de esforços dos produtores rurais, das agroindústrias e do governo.
Nas atuais condições, o circuito Sul tem área territorial de 378 mil Km2 e população de 14,9 milhões de bovinos, 10,6 milhões de ovinos e 6,5 milhões de suínos. Limita-se ao norte com o Estado do Paraná (Zona Tampão), ao Sul com a República Oriental do Uruguai, a Leste com o Oceano Atlântico e a Oeste com a República Argentina.
Um eficiente sistema de vigilância sanitária e atenção veterinária está em funcionamento na Zona Livre, na qual se praticava a vacinação regular de bovinos e bubalinos contra a febre aftosa, com vacina trivalente OAC, inativada, oficialmente controlada quanto à sua qualidade – eficiência e inocuidade. A vacinação era obrigatória e fiscalizada pelos serviços veterinários oficiais até a decretação de área livre sem vacinação.





















