Segundo o presidente russo, embarques estão beneficiando UE e Turquia, e não países pobres
Presidente da Rússia avalia renegociar acordo de exportação de grãos ucranianos pelo Mar Negro

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta quarta-feira que avalia discutir mudanças no acordo que permite à Ucrânia exportar seus grãos pelo Mar Negro, segundo a agência Reuters.
Em discurso no fórum econômico em Vladivostok, na Rússia, Putin afirmou que o acordo está entregando grãos, fertilizantes e outros alimentos para a União Europeia e a Turquia, e não para países pobres cujos interesses ele disse terem sido o pretexto para o fechamento do acordo.
“Pode valer a pena considerar limitar a exportação de grãos e outros alimentos ao longo dessa rota”, disse ele. “Vou consultar o presidente da Turquia (Tayyip) Erdogan, sobre este assunto, porque fomos ele e eu que elaboramos um mecanismo para a exportação de grãos ucranianos para ajudar os países mais pobres”, acrescentou.
Leia também no Agrimídia:
- •Fazenda Brasil conquista certificação Fair Food e renova selo Suíno Paulista em evento no interior de SP
- •Sensor ingerível testado em animais pode transformar monitoramento de temperatura em humanos
- •Agro brasileiro reforça peso na economia e aposta em novos mercados e tecnologia, diz Ministro
- •Produtores de suínos pressionam governo por respostas diante de incertezas na Irlanda do Norte
Segundo informações da Dow Jones Newswires, números do órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) que supervisiona o acordo, de 27 de agosto, mostram que pelo menos 75% das cargas de grãos que deixaram a Ucrânia foram destinadas a países não pertencentes à UE, como Turquia, Coréia do Sul, Irã e Egito.
Ucrânia reage
A Ucrânia disse que os termos do acordo estão sendo rigorosamente cumpridos e não há motivos para renegociá-lo. “Acredito que declarações tão inesperadas e infundadas indicam uma tentativa de encontrar novos pontos de discussão agressivos para influenciar a opinião pública global e, acima de tudo, pressionar as Nações Unidas”, disse Mykhailo Podolyak, assessor presidencial ucraniano.
O acordo entre russos e ucranianos, assinado em 22 de julho com a intermediação da Organização das Nações Unidas e da Turquia, tem validade por três meses.























